O efeito da Geotecnologia na sociedade – O caso da greve dos Professores no Rio de Janeiro

Em 2011, para protestar contra a onda de violência na cidade de Niterói (RJ), um grupo de jovens universitários criou um mapa dinâmico para o mapeamento de crimes, na cidade. Desde então, diversos grupos passaram a utilizar ferramentas semelhantes em busca de seus direitos e também para expor problemas específicos. (https://sosgisbr.com/2011/08/24/mapeamento-de-crimes-em-niteroi/)

Situações como estas reforçam o papel social e estratégico da geotecnologia, não mais exclusiva daqueles que administram, mas agora disponível para aqueles que anseiam por mudanças. A distribuição e análise do fenômeno espacial, seja ele qual for, não mais pode ser ignorada ou mesmo boicotada. Informações são geradas e as mídias sociais cumprem seu importante papel disseminando-as.

Atualmente, são os movimentos sociais que buscam mostrar sua extensão e força, através das ferramentas de informação geográfica. Um exemplo que corre as redes sociais é a distribuição da situação da greve dos professores no município do Rio de Janeiro. Elaborado pelo “Coletivo Geoblock”, a base cartográfica do mapa consiste em dados disponibilizados gratuitamente na rede (IPP-RJ e IBGE) e em informações de adesão à greve, levantadas pelo próprio movimento.

Base-Georio2013-17-08Este mapa é uma informação geográfica e deve ser feito, sobretudo, por profissionais com responsabilidade. Afinal, este resultado é um mais que uma figura, é um mapa temático com potencial para evidenciar a condição de greve das escolas. Para não serem calados, a solução dos movimentos foi caminhar na direção de uma ferramenta que se torna cada vez mais popular, interativa e acessível.

Os mapas extravassam os interesses e evidenciam a amplitude do fenômeno, bem como o seu desenvolvimento. São portas abertas à interpretação sem interlocutores. E, neste momento de efervecência social em que crescem os movimentos, com eles avança e cresce também a conscientização do poder estratégico da geotecnologia.

OBS: Ressalta-se que o compromisso com a veracidade da informação divulgada deve ser da fonte. Softwares desenvolvidos em plataformas livres permitem a geração de mapas e divulgação de informação, esta acessibilidade é um fator importante na disseminação da tecnologia, mas é também um fator de risco.

Malha Municipal Atualizada 2013

Os Estados do Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Sul e Santa Catarina receberam atualizações em suas respectivas malhas municipais e setores censitários. Os resultados podem ser acessados diretamente a seguir:

MATO GROSSO DO SUL

PARÁ

RIO GRANDE DO SUL

SANTA CATARINA

(Fonte: IBGE, Malhas Digitais)

Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais: Licenciamento Ambiental

“As questões relativas ao meio ambiente têm sido relevantemente abordadas nas últimas décadas. A difusão de conhecimentos por meios acadêmicos e pela mídia tem dado acesso à grande parte da sociedade a informações que mostram as consequências da gestão de recursos naturais que comprometam sua sustentabilidade. Tais consequências podem ser notadas por todos, principalmente, por meio das experiências diárias. O município é o espaço das vivências cotidianas, e pode ser considerado, assim, a escala em que essa percepção socioambiental é mais notada.

Nesse sentido, destaca-se a importância da municipalização da gestão ambiental, que está inserida em dois importantes marcos normativos: a Constituição Federal, que incumbe ao Poder Público e à coletividade o dever de defender e preservar o meio ambiente ecologicamente equilibrado e, ademais, atribui competência ambiental comum entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios; e a Lei 6.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional de Meio Ambiente, tem como um de seus instrumentos o Licenciamento Ambiental. Ela institui também o Sistema Nacional de Meio Ambiente – SISNAMA, que visa estabelecer um conjunto articulado e integrado, formado pelos órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, com atribuições, regras e práticas específi cas que se complementam.

É nesse contexto que se insere o Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais – PNC. Criado em 2005, tem o objetivo de contribuir para a construção de uma gestão ambiental compartilhada e para a responsabilização nas três esferas governamentais, buscando, assim, o fortalecimento do SISNAMA. O Programa já capacitou 4.658 gestores ambientais, em 1.156 municípios de 15 estados. Para atender a uma crescente demanda dos estados e municípios, foram realizados também dois cursos a distância: Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, em 2007; e o Curso-Piloto de Licenciamento Ambiental, em 2008. Este com a participação de 442 gestores, em 15 estados, totalizando 296 municípios. Em continuidade às ações de capacitação mais generalistas, o PNC, a partir de 2009, está focalizando suas atividades no Licenciamento Ambiental. O presente curso visa contribuir para a maior efi ciência e efi cácia do processo de licenciamento ambiental, por meio da capacitação de servidores ligados à atividade de licenciamento dos órgãos estaduais de meio ambiente e também dos servidores das prefeituras municipais que estão realizando ou se preparando para realizar o Licenciamento Ambiental.

Este Caderno, objetiva servir como material de apoio para o Curso Básico de Licenciamento Ambiental e fornecer linhas gerais sobre aspectos que envolvem o licenciamento. Esses aspectos estão subdivididos nos seguintes temas gerais: Gestão Ambiental Pública; Introdução ao Licenciamento Ambiental; Breve Histórico sobre o Licenciamento Ambiental; A Qualidade Ambiental como uma Razão para se Fazer o Licenciamento Ambiental; Legislação Aplicável ao Licenciamento Ambiental; O que é o Licenciamento Ambiental?; Licenças Ambientais; Estudos Ambientais como instrumento do Processo de Licenciamento Ambiental; Empreendimentos e Atividades que Necessitam de Licenciamento Ambiental; Órgão Ambiental Competente para Proceder ao Licenciamento Ambiental; Procedimentos do Licenciamento Ambiental; Monitoramento e Fiscalização; e Participação Popular e Informação Ambiental.

No entanto, este material de estudo não esgota o assunto. Para estimular o aprofundamento de refl exões sobre a temática e a ampliação dos conhecimentos, o curso disporá ainda de outros recursos didáticos como: vídeoaulas, textos complementares e fóruns de discussões disponibilizados na Plataforma Moodle de Ensino a Distância.” (Fonte: Programa Nacional de Capacitação de gestores ambientais: licenciamento ambiental / Ministério do Meio Ambiente. – Brasília: MMA, 2009.)

Capítulos:

Gestão Ambiental Pública;

Introdução ao Licenciamento Ambiental;

Breve Histórico sobre o Licenciamento Ambiental;

A Qualidade Ambiental como uma Razão para se Fazer o Licenciamento Ambiental;

Legislação Aplicável ao Licenciamento Ambiental;

O que é o Licenciamento Ambiental?;

Licenças Ambientais;

Estudos Ambientais como instrumento do Processo de Licenciamento Ambiental;

Empreendimentos e Atividades que Necessitam de Licenciamento Ambiental;

Órgão Ambiental Competente para Proceder ao Licenciamento Ambiental;

Procedimentos do Licenciamento Ambiental;

Monitoramento e Fiscalização; e Participação Popular e Informação Ambiental.

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Modelos Digitais de Elevação 1:25.000 / IBGE

O IBGE disponibiliza para download os Modelos Digitais de Elevação de Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, Minas Gerais e Goiás., em escala 1:25.000.

O Modelo Digital de Elevação é geralmente definido como um modelo numérico das características altimétricas da superfície, podendo conter elevação de elementos com altura significativa, tais como cobertura florestal ou um conjunto de edifícios. Nesse caso difere do
Modelo Digital de Terreno (MDT) que representa a superfície topográfica, ou seja, o terreno. Os MDE’s servem para determinar a superfície matemática, e a partir deles se podem conhecer aspectos tais como altura, declividade, perfis transversais, volumes,  desníveis, áreas sujeitas a inundação e bacias hidrográficas.

Para o registro preciso de redes de drenagem e linhas de divisores de água, faz-se necessária a interpretação estereoscópica ou outras tecnologias como LIDAR e INSAR. A partir de 2001 o IBGE investiu na capacidade de processamento em fotogrametria digital, com a aquisição do software SOCET-SET da empresa BAE-SYSTEM. Nesse pacote foi adquirido também o módulo de extração automática de MDE denominado ATE – Automatic Terrain Extraction. Esse módulo permite a extração altimétrica por correlação de imagens utilizando o algoritmo DLT – Direct Linear Transformation. O MDE foi gerado com espaçamento de grade de 20 x 20 metros. Todos os modelos são disponibilizados nos formatos ASCII e também nos formatos GEOTIFF.

Como o processo de geração foi automático, podem existir anomalias nos modelos ocasionadas por limitações práticas de correlação, por exemplo, áreas de sombra. Essas anomalias normalmente são representadas por desníveis, tabuleiros de forma triangular e padrões de valores que não correspondem com o terreno. Mesmo quando as anomalias estiverem dentro das tolerâncias para erros verticais, é recomendável a edição para reduzi-los ou eliminá-los. (Fonte: Metadados MDE RJ25, IBGE)

Todos os produtos podem ser acessados através do link principal do projeto ftp://geoftp.ibge.gov.br/modelo_digital_de_elevacao/

Nas subpastas podem ser encontradas informações sobre os metadados, processos de geração, além do índice de cartas disponíveis, conforme exemplo a seguir para o Rio da Janeiro.

folhas_RJ25_ disponibilizadas_e_sigilosas

Embrapa abre acesso da biblioteca de Dados Geoespaciais

Agência FAPESP – A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) acaba de abrir ao público geral o acesso à Biblioteca Geoespacial, sistema de armazenamento e de consulta de conteúdo geoespacial produzido e administrado pela Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna (SP).

O modelo conceitual foi desenvolvido pela pesquisadora Margareth Meirelles, da Embrapa Solos (Rio de Janeiro).

“Trata-se de um instrumento de apoio à execução de projetos que envolvem dados geoespaciais para troca e disposição dessas informações, que são armazenadas e distribuídas na forma de arquivo de documentos, vetorial, raster, SigWeb ou mapa digital”, disse Sandro Pereira, analista em geoprocessamento da Embrapa Meio Ambiente e administrador da Biblioteca.

A Biblioteca Geoespacial conta com um servidor de dados onde são registrados os metadados de cada informação armazenada e tem interfaces gráficas para consulta ao conteúdo e para armazenar novas informações.

O acesso para consulta e download na área pública é livre para qualquer usuário, cadastrado ou não. Já na área privada o usuário, de acordo com os privilégios recebidos dos administradores, pode cadastrar dados, incluir notícias e atalhos para outros endereços.

Também são disponibilizados outros endereços da internet, de outros repositórios de dados e de informações geoespaciais. Além disso, é possível acessar outros projetos da Embrapa Meio Ambiente ou de parceiros.

O sistema pode ser acessado em português, inglês ou espanhol. A consulta ao conteúdo cadastrado pode ser por atributos de identificação do arquivo ou por projeto, sendo necessário somente se cadastrar.

A adaptação do programa da biblioteca para o ambiente institucional da Embrapa Meio Ambiente foi consolidada em parceria com o Programa Marco de Gestão Sustentável dos Recursos Hídricos da Bacia do Prata.”

Mais Informações: http://geo.cnpma.embrapa.br

Fonte: http://agencia.fapesp.br/17381