Atlas Esgotos – Despoluição de Bacias Hidrográficas

O ATLAS Esgotos: Despoluição de Bacias Hidrográficas, contempla o diagnóstico do esgotamento sanitário no Brasil, com destaque para suas implicações na qualidade dos corpos d’água receptores, os investimentos necessários de tratamento e a proposta de diretrizes e estratégia integrada para a realização das ações. Escala dos dados 1:000.000.

Tem a finalidade de:

  • Caracterizar a situação do esgotamento sanitário das 5.570 sedes municipais do Brasil, com avaliação do impacto do lançamento das cargas efluentes nos corpos hídricos;
  • Propor ações em esgotamento sanitário, com foco no tratamento de esgotos, na proteção dos recursos hídricos, no seu uso sustentável para depuração de efluentes urbanos e na racionalização dos investimentos.

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O esgotamento sanitário é um dos serviços de saneamento que mais necessitam de análises e propostas para o encaminhamento de soluções, principalmente quando nos voltamos para a gestão hídrica. O déficit de coleta e tratamento de esgotos nas cidades brasileiras tem resultado em uma parcela significativa de carga poluidora chegando aos corpos d’água, causando implicações negativas aos usos múltiplos dos recursos hídricos.

Embora seja um estudo em escala nacional, foram realizadas avaliações detalhadas para cada uma das 5.570 sedes urbanas do Brasil, sempre considerando as diversidades regionais e a abordagem por bacia hidrográfica, representando um grande avanço no conhecimento da situação do esgotamento sanitário no País e de seu potencial impacto nos recursos hídricos. Em função da abrangência do estudo e dos objetivos estabelecidos, foram consideradas exclusivamente as cargas domiciliares urbanas e não foram avaliadas soluções para as áreas rurais.

A informação para cada sede urbana foi sintetizada na forma de croquis, que contam com a caracterização completa da situação atual do esgotamento sanitário, bem como das soluções propostas a partir de modelagem realizada ou obtida junto ao prestador. Os croquis elaborados estão disponíveis nas páginas da Internet da ANA (www.ana.gov.br) e do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (www.snirh.gov.br).

Essa abordagem integrada, realizada de forma inédita no País, cria um embasamento técnico e estratégico, tornando o ATLAS Esgotos um documento de referência a ser utilizado para tomada de decisão, na gestão de recursos hídricos e na orientação dos investimentos do setor de saneamento. (Fonte: ANA)

Dados:

Dados para download ATLAS Esgotos – Resumo Executivo (pdf)
Dados para download ATLAS Esgotos – Estações de Tratamento de Esgoto (2013) (Planilha)
Dados para download ATLAS Esgotos – Informações por Município (Planilha)
Dados para download Estação de Tratamento de Esgoto (shp)
Dados para download Remoção da Carga de Esgotos Gerada na Sede Municipal (shp)
Dados para download Capacidade de Diluição dos Esgotos por Município (shp)
Dados para download Solução de Tratamento em Função da Remoção de DBO (shp)
Dados para download Análise de Fósforo (shp)
Dados para download Análise de Nitrogênio (shp)
Dados para download Dicionário de Dados (Descrição dos Campos das Tabelas de Atributos)

Base Hidrográfica Ottocodificada da Bacia do Rio Paraná 1:50.000/1:100.000

A Base Hidrográfica Ottocodificada (BHO) utilizada pela ANA na gestão de recursos hídricos é obtida a partir do Mapeamento Sistemático Brasileiro. A BHO é gerada a partir da cartografia digital da hidrografia do país e organizada de modo a gerar informações hidrologicamente consistentes. Para tanto, a BHO representa a rede hidrográfica em trechos entre os pontos de confluência dos cursos d’água de forma unifilar. Cada trecho é associado a uma superfície de drenagem denominada ottobacia, à qual é atribuída a codificação de bacias de Otto Pfafstetter. Uma característica essencial dessa representação é ser topologicamente consistente, isto é, representar corretamente o fluxo hidrológico dos rios, por meio de trechos conectados e com sentido de fluxo. (Fonte: ANA)

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A BHO foi desenvolvida a partir da cartografia digital do mapemaneto sistemático na escala 1:100.000(MS/MG/GO)/1:50.000(PR/SP/MG)/1:10.000(DF), na qual foram feitas edições de modo a conferir consistência topológica para uma correta representação da rede hidrográfica, por meio de trechos conectados e com sentido de fluxo, conforme o Manual de Construção da Base Hidrográfica Ottocodificada da ANA. Cada trecho da BHO foi codificado pelo sistema de Otto Pfafstetter (ottocodificação), para o que foi produzida a identificação do curso d’água principal de cada subsistema hidrográfico, obtido pela maior área de contribuição a montante de cada confluência, tendo como unidades elementares de drenagem as ottobacias, geradas a partir do modelo digital de elevação hidrologicamente consistente a partir do MDE do SRTM 30m.

A aquisição da BHO requer a construção de uma rede unifilar, topologicamente consistente quanto aos aspectos de conectividade, em formato de grafo (árvore) e sem confluências duplas. Esse requerimento também se aplica às tradicionais análises de rede em ambiente de Sistema de Informação Geográfica (SIG).

As representações de cursos d’água por linhas duplas ou por polígonos são adequadas para a visualização e a produção cartográfica. Entretanto, para a análise de redes e para a construção da BHO, os cursos d’água devem ser representados por segmentos de linha ou arcos (que representam os trechos de curso d’água), conectados por nós (que representam a nascente, as confluências e a foz).

Uma característica importante da BHO é que podem ser incorporados níveis crescentes de detalhamento das bacias, preservando-se os códigos atribuídos às divisões anteriores, o que mantém a coerência da codificação qualquer que seja a escala de trabalho. Além disso, a lógica dessa codificação confere à BHO uma grande facilidade para implementação de consultas tabulares com a mesma consistência topológica das consultas espaciais, o que melhora muito o desempenho dos sistemas que a utilizam.

Os seguintes produtos estão disponíveis:

  • GEOFT_BHO_TRECHODRENAGEM.gpkg: representação linear unifilar do fluxo dágua principal de um corpo dágua sob a forma de trechos de drenagem provenientes da cartografia. Essa representação é compatível com a codificação de bacias de Otto Pfafstetter.
  • GEOFT_BHO_CURSODAGUA.gpkg: representação linear do curso dágua principal da bacia, sob a forma de cursos dágua, com sua codificação de curso dágua derivada da codificação de bacias de Otto Pfafstetter.
  • GEOFT_BHO_AREACONTRIBUICAO.gpkg: representação poligonal das áreas de contribuição hidrográfica, ottobacia, para cada trecho de drenagem, com seu código de bacia obtido a partir da metodologia de Otto Pfafstetter.
  • GEOFT_BHO_PONTODRENAGEM.gpkg: representação dos nós da rede de drenagem, que podem ser dos tipos: início do curso d’água, fim do curso d’água ou foz marítima.

Downloads:

Dados para download Trechos de Drenagem (gpkg)
Dados para download Áreas de Contribuição Hidrográfica (shp)
Dados para download Cursos d’Água (gpkg)
Dados para download Pontos de Drenagem (gpkg)
Dados para download Base de Dados completa (gpkg)
Dados para download Dicionário de Dados (Descrição dos Campos da Tabela de Atributos)

Modelos Digitais de Elevação 1:25.000 / IBGE

O IBGE disponibiliza para download os Modelos Digitais de Elevação de Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, Minas Gerais e Goiás., em escala 1:25.000.

O Modelo Digital de Elevação é geralmente definido como um modelo numérico das características altimétricas da superfície, podendo conter elevação de elementos com altura significativa, tais como cobertura florestal ou um conjunto de edifícios. Nesse caso difere do
Modelo Digital de Terreno (MDT) que representa a superfície topográfica, ou seja, o terreno. Os MDE’s servem para determinar a superfície matemática, e a partir deles se podem conhecer aspectos tais como altura, declividade, perfis transversais, volumes,  desníveis, áreas sujeitas a inundação e bacias hidrográficas.

Para o registro preciso de redes de drenagem e linhas de divisores de água, faz-se necessária a interpretação estereoscópica ou outras tecnologias como LIDAR e INSAR. A partir de 2001 o IBGE investiu na capacidade de processamento em fotogrametria digital, com a aquisição do software SOCET-SET da empresa BAE-SYSTEM. Nesse pacote foi adquirido também o módulo de extração automática de MDE denominado ATE – Automatic Terrain Extraction. Esse módulo permite a extração altimétrica por correlação de imagens utilizando o algoritmo DLT – Direct Linear Transformation. O MDE foi gerado com espaçamento de grade de 20 x 20 metros. Todos os modelos são disponibilizados nos formatos ASCII e também nos formatos GEOTIFF.

Como o processo de geração foi automático, podem existir anomalias nos modelos ocasionadas por limitações práticas de correlação, por exemplo, áreas de sombra. Essas anomalias normalmente são representadas por desníveis, tabuleiros de forma triangular e padrões de valores que não correspondem com o terreno. Mesmo quando as anomalias estiverem dentro das tolerâncias para erros verticais, é recomendável a edição para reduzi-los ou eliminá-los. (Fonte: Metadados MDE RJ25, IBGE)

Todos os produtos podem ser acessados através do link principal do projeto ftp://geoftp.ibge.gov.br/modelo_digital_de_elevacao/

Nas subpastas podem ser encontradas informações sobre os metadados, processos de geração, além do índice de cartas disponíveis, conforme exemplo a seguir para o Rio da Janeiro.

folhas_RJ25_ disponibilizadas_e_sigilosas

Bacias Hidrográficas e Rios Fluminenses – Síntese Informativa por Macrorregião Ambiental

“Para estabelecer as unidades básicas de planejamento e intervenção da gestão ambiental, o território do Estado do Rio de Janeiro foi dividido em 7 (sete) Macrorregiões Ambientais, designadas pela sigla MRA (…)

Oficializadas pelo Decreto Estadual n° 26.058 de 14 de março de 2000, cada Macrorregião Ambiental abrange uma parte terrestre e outra marinha. A superfície terrestre de cada Macrorregião Ambiental compreende uma ou mais bacias hidrográficas. A porção marinha engloba a zona costeira, incluindo baías, enseadas, praias, ilhas, costões rochosos, mangues e uma faixa de mar aberto, cuja largura será definida de acordo com critérios estabelecidos no Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro. A decisão de dividir o Estado levou em conta critérios técnicos-ambientais, administrativos e políticos. Em primeiro lugar, é consenso mundial que a bacia hidrográfica é a unidade territorial para se promover à gestão do meio ambiente, pois, entre outros aspectos, suas fronteiras (divisores de água) são naturais e na
maioria das vezes percebidas com facilidade.

Sobre o assunto, assim se expressa Eugene P. Odum, um dos cientistas mais conceituados em ecologia teórica e aplicada: “A bacia hidrográfica (…) deve ser considerada a unidade mínima de ecossistema, quando se trata de interesses humanos. O conceito de bacia hidrográfica ajuda a colocar em perspectiva muitos dos nossos problemas e conflitos. Por exemplo, as causas e as soluções da poluição da água não serão encontrados olhando-se apenas para dentro da água; geralmente, é o gerenciamento incorreto da bacia hidrográfica que destrói nossos recursos aquáticos” (ODUM, E.P. Ecologia. Ed. Interamericana, 1985).

Fonte:

SEMADS – Bacias Hidrográficas e Rios Fluminenses Síntese Informativa por Macrorregião Ambiental – Rio de Janeiro: SEMADS 2001 – 73p.: il. ISBN 85-87206-10-9

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Capítulos:

1-Introdução

2 -Bacias Hidrográficas da MRA-1
2.1- Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara
2.2- Microbacias Insulares da Baía de Guanabara
2.3- Bacia Hidrográfica da Baixada de Jacarepaguá
2.4- Bacia Hidrográfica da Lagoa Rodrigo de Freitas
2.5- Microbacia Hidrográfica Oceânica da Urca, Leme e Copacabana
2.6- Bacia Hidrográfica das Lagoas de Piratininga e Itaipu
2.7- Bacia Hidrográfica do Sistema Lagunar de Maricá

3- Bacias Hidrográficas da MRA-2
3.1- Bacia Hidrográfica da Baía de Sepetiba
3.2 -Microbacias da Restinga de Marambaia
3.3 -Microbacias Insulares da Baía de Sepetiba

4- Bacias Hidrográficas da MRA-3
4.1- Bacia Hidrográfica da Baía de Ilha Grande
4.2- Microbacias Hidrográficas Insulares da Baía de Ilha Grande

5- Bacias Hidrográficas da MRA-4
5.1- Bacia Hidrográfica do Rio São João
5.2- Bacia Hidrográfica do Rio das Ostras
5.3- Bacia Hidrográfica do Rio Una
5.4- Bacia Hidrográfica da Lagoa de Araruama
5.5- Bacia Hidrográfica da Lagoa de Saquarema
5.6- Bacia Hidrográfica da Lagoa de Jaconé
5.7- Microbacias das Pequenas e Médias Lagoas da Restinga de
Massambaba
5.8- Microbacias das Pequenas Lagoas Litorâneas entre Arraial do Cabo
a Rio das Ostras

6- Bacias Hidrográficas da MRA-5
6.1- Bacia Hidrográfica da Lagoa de Imboassica
6.2- Bacia Hidrográfica do Rio Macaé
6.3- Bacia Hidrográfica da Lagoa Feia
6.3.1- Lagoa Feia
6.3.2- Rio Macabu
6.3.3- Rio Ururaí – Lagoa de Cima
6.4- Canal Macaé – Campos
6.5- Microbacias das Pequenas e Médias Lagoas da MRA-5

7- Bacias Hidrográficas da MRA-6
7.1- Rio Paraíba do Sul e Afluentes
7.2- Lagoas e Lagunas da MRA-6

8- Bacias Hidrográficas da MRA-7
8.1- Rio Itabapoana e Afluentes
8.2- Lagoas e Lagunas da MRA-7

9- Bibliografia
Anexos
I Relação dos Rios de Domínio Federal
II Relação das Barragens e Usinas Hidrelétricas no Estado do Rio de Janeiro 69
Projeto Planágua