Cidades e Estados do Brasil (IBGE)

O IBGE conta com uma série de produtos para atender a grande variedade de demandas e usuários distintos.
O Brasil em Síntese é um sistema agregador de informações sobre os municípios e estados do Brasil, onde é possível encontrar as pesquisas do IBGE, infográficos e mapas. Além disso podem ser elaboradas comparações de indicadores entre municípios e estados. É possível ver rankings e séries históricas sobre diversos temas, como trabalho, educação, gênero, saúde, entre outros. Além disso, você também pode encontrar dados do PIB, IPCA, IDH, Censo e de diversas outras pesquisas.

Acesse e conheça:
https://cidades.ibge.gov.br/

Logradouros do Censo Demográfico 2010

A Base Territorial do Censo Demográfico 2010 foi elaborada de forma a integrar a representação espacial das áreas urbanas e rurais do território nacional em um ambiente de Banco de Dados Geoespaciais, utilizando insumos diversificados e modernos recursos de tecnologia da informação.

Para obter esta base, o IBGE realizou uma programação sistematizada e abrangente para a construção de cadastros territoriais e mapas digitais referentes aos municípios, às localidades e aos setores censitários. Esta programação incluiu o estabelecimento de parcerias com órgãos produtores de mapeamento, contratação de empresas privadas para provimento de mapeamentos e campanhas de campo para atualização da rede viária, da rede hidrográfica, da toponímia em geral e dos limites administrativos, assim como a definição dos limites dos novos setores censitários, adequando-os ao território atualizado.

A base territorial digital integra as bases cartográficas urbanas e rurais ao Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos – CNEFE, que, por sua vez, foi atualizado com os registros de unidades domiciliares recenseadas em 2010. A divulgação da Base de Faces de Logradouros do Censo Demográfico 2010 contempla todos os 5.568 municípios brasileiros, o Distrito Estadual de Fernando de Noronha em Pernambuco e a Capital Federal Brasília. (Fonte: IBGE)

Para download dos logradouros clique AQUI.

Para maiores informações baixe o arquivo (PDF) de divulgação da base clicando AQUI.

Se você precisa de auxílio para encontrar o dado que deseja, há um excelente tutorial no link: http://www.processamentodigital.com.br/2016/08/10/ibge-conheca-a-base-de-face-de-logradouros-do-censo-demografico-2010/

Outra forma de encontrar o logradouro que deseja é através da tabela oferecida pelo próprio IBGE. CLIQUE AQUI para acessar.

ESPECIFICAÇÕES E NORMAS PARA LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS ASSOCIADOS AO SISTEMA GEODÉSICO BRASILEIRO

normas_levantamentos_geodesicos 1Em 2017, o IBGE elaborou a publicação: ESPECIFICAÇÕES E NORMAS PARA LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS ASSOCIADOS AO SISTEMA GEODÉSICO BRASILEIRO. O referido “documento foi elaborado com o objetivo de revisar os procedimentos da norma anterior, bem como padronizar a aplicação das diferentes técnicas, métodos de coleta e processamento utilizados nos levantamentos realizados pelo IBGE, possibilitando assim a compatibilidade e comparabilidade da informação geodésica, visando a sua integração ao SGB.” (IBGE, 2017)

DOWNLOAD: ESPECIFICAÇÕES E NORMAS PARA LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS ASSOCIADOS AO SISTEMA GEODÉSICO BRASILEIRO

 

Atlas das representações Literárias de Regiões Brasileiras (IBGE)

Atualmente em seu terceiro volume, o Atlas das Representações Literárias de Regiões Brasileiras associa o conhecimento específico da Geografia à percepção espacial presente em tramas  de grandes obras da Literatura brasileira, sem restringir-se aos limites convencionais político-administrativos.

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VOLUME 1 – Brasil Meridional (2006)

Este Atlas está composto por cinco capítulos e um glossário. Cada um dos capítulos aborda uma região, à exceção do primeiro, que aborda a área das Missões Jesuíticas. Os capítulos que abordam as regiões geográficas incluem a apresentação da região como a Geografia a definiu, tanto no IBGE quanto por geógrafos de outras instituições, estando esta parte composta de texto e mapa. Segue-se a percepção da região pela Literatura e passagens de romances que permitem sua visibilidade -esta parte intitulada Região e Romance. Por fim, tem-se os mapas localizando a região que emerge dos romances e fotos ou imagens da mesma. Em todos os textos foram destacados, em negrito, os termos regionais referentes ao território e seu processo de apropriação. Estes termos formam um glossário no final do Atlas.

Dos cinco capítulos, apenas quatro referem-se a regiões geográficas brasileiras Campanha Gaúcha, Colônias, Vale do ltajaí e Norte do Paraná. A área das Missões no Rio Grande do Sul não pode, a rigor, ser assim classificada, uma vez que, no processo de incorporação daquele território pela Coroa portuguesa, a experiência das Missões, como tal, foi destruída.


VOLUME 2 – Sertões Brasileiros I (2009)

Nesse novo trabalho, o IBGE apresenta algumas das regiões que se formaram ao longo do processo de ocupação do Território Nacional e, particularmente, em segmentos aos quais, por alguma razão, como se verá, foi atribuída um dia a condição de sertão. Estão nele representadas as regiões do vale do Paraíba, da Zona da Mata mineira e do vale do rio Doce – os Sertões do Leste no Século XVIII; a região das Minas, dos Currais da Bahia e do Curral d’El Rei e entorno – os Sertões do Ouro em fins do Século XVII e os Sertões dos Currais ao longo do Século X VIII, respectivamente; a região da Chapada Diamantina dentro de vasta área denominada Sertão de Cima no Século XVIII; e, finalmente, as regiões do Cariri Paraibano, do vale do Pajeú e do Cariri Cearense, que compõem parte dos Sertões Nordestinos no Século XX.


VOLUME 3 – Sertões Brasileiros II (2016)

Esta nova publicação abrange extensa área do Território Nacional em que dois grandes processos deram a tônica no desbravamento. Um deles refere-se a uma ocupação forte mente marcada pelas disputas entre as Coroas portuguesa e espanhola para a definição dos limites de seus respectivos territórios coloniais. O outro foi a incorporação inicial às possessões portuguesas na América predominantemente como áreas de passagem. Assim, este volume foi organizado em duas partes – Sertões do Oeste e Sertões de Passagem. Estão aqui representadas as seguintes regiões: Minas de Cuiabá e de Mato Grosso, Minas dos Goyazes, Pantanal , Ervais Mato-Grossenses , referentes à primeira parte; e Sertão da Farinha Podre (região do atual Triângulo Mineiro), Sertão dos Garcias , Região da Alta Sorocabana e o Pontal do Paranapanema e, por fim, o Jalapão, na segunda.

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Fonte: IBGE

Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra do Brasil (IBGE)

Apresentação

“O IBGE apresenta à sociedade um novo produto de análise da cobertura e uso da terra através do monitoramento em grade territorial estatística de 1 km², para os anos 2000, 2010, 2012 e 2014. Este trabalho tem a intenção de contribuir para um melhor entendimento da dinâmica de ocupação do território nacional especialmente a partir do avanço de atividades agrícolas e pecuárias, além do uso por funções urbanas.

Esta publicação se diferencia das anteriores pela nova forma de sistematização das informações. A partir desta edição, a Diretoria de Geociências do IBGE por intermédio da Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais disponibilizará à sociedade uma avaliação de cobertura e uso da terra para cada um dos 8,5 milhões de km² do país, permitindo a partir de uma unidade espacial básica, a integração e comparação entre diferentes tipos de dados geocientíficos e estatísticos, além de acompanhamento histórico da organização e espacialização das atividades econômicas e seus impactos sobre os recursos naturais no país, quilômetro a quilômetro.

Além do mapeamento, é oferecida ainda uma contabilidade de dados referentes às alterações nas formas de ocupação do país segundo a classificação adotada. As informações encontram-se ainda disponíveis por Unidade da Federação no formato de mapas estaduais, para o ano de 2014, e gráficos para os demais anos, suprindo assim as demandas dos atores públicos estaduais para subsídio à formulação de políticas públicas de gestão de seu território.”

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Metodologia

As classes de cobertura e uso da terra, bem como as de mudanças na cobertura e uso da terra, foram elaboradas especificamente para este trabalho, a partir da compatibilização entre o Sistema de Classificação da Cobertura e Uso da Terra do IBGE-SCUT, em seus níveis II e III (IBGE, 2013); as classes propostas no Land Cover Functional Unit – LCFU (JAFFRAIN, 2012); e as descrições contidas na obra System of Environmental-Economic Accounting (SEEA), editado pela Comissão Européia e pela FAO (SEEA, 2014).

No trabalho de mapeamento são utilizadas quatorze classes de cobertura e uso. São elas: Área Artificial (1), Área Agrícola (2), Pastagem com manejo (3), Mosaico de área agrícola com remanescentes florestais (4), Silvicultura (5), Vegetação Florestal (6), Mosaico de Vegetação Florestal com atividade agrícola (7), Vegetação Campestre (8), Área úmida (9), Pastagem natural (10), Mosaico de área agrícola com remanescentes campestres (11), Corpo d’água Continental (12) Corpo d’água Costeiro (13) e Área descoberta (14).

Cabe ressaltar que, no caso das pastagens naturais, as descrições utilizadas neste mapeamento e aquelas adotadas nas pesquisas agropecuárias do IBGE não são as mesmas, pois trata-se de trabalhos com objetivos e metodologias distintas. Entretanto, ambas podem ser estudadas de forma complementar.

(…)

As imagens de satélite MODIS (bandas NIR, MIR, Red e o índice de vegetação NDVI) e LANDSAT foram obtidas diretamente no site do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS – GloVis). O critério de escolha envolveu o ano de referência a ser mapeado e a melhor qualidade visual possível, principalmente no que diz respeito à cobertura de nuvens e à presença de material particulado na atmosfera (aerossóis, névoa, poeira, fumaça de queimadas etc.). São necessárias 16 cenas do sensor MODIS e cerca de 380 cenas LANDSAT para cobrir todo o território brasileiro. A fim de dirimir dúvidas em algumas regiões específicas do país, também foram utilizadas imagens RapidEye, de alta resolução espacial e disponibilizadas ao IBGE via Ministério do Meio Ambiente. Também foram usadas outras informações, como os mapas temáticos produzidos pelo IBGE, pelo projeto RADAMBRASIL, por governos estaduais, além de dados dos projetos PRODES e TERRACLASS, desenvolvidos pelo INPE e EMBRAPA, e outras informações cartográficas disponibilizadas por diversas instituições.

(…)

Tendo como objetivo a integração de dados geoespaciais e estatísticos e a otimização do trabalho de mapeamento, o MONITORAMENTO passou por aprimoramentos metodológicos tais como adoção da Grade Estatística; construção de um banco de dados; utilização do software QGIS; e uso das imagens LANDSAT 8 como principal insumo orbital no processo de revisão.

As grades estatísticas possibilitam a integração e a comparabilidade de dados geoespaciais e estatísticos. Uma das principais vantagens diz respeito a sua estabilidade espaço-temporal, pois a célula passa a ser a unidade espacial básica, não sujeita a modificações como a alteração de limites administrativos e a criação de novas unidades territoriais. Na transformação de polígonos em dados discretos (agregados às células), pode haver alguma perda de informação, devido ao critério da classe predominante. Entretanto, esta perda é insignificante quando comparada às vantagens proporcionadas pela comparabilidade de diversos tipos de dados.

A incorporação dos dados do MONITORAMENTO à Grade Estatística do IBGE, tendo células de 1 km² como unidade espacial básica, gerou a necessidade de uma revisão geral de todo material produzido até então. A construção do banco de dados, utilizando o SGBD PostgreSQL com extensão espacial PostGIS, e a adoção do software QGIS possibilitaram a otimização deste trabalho.

(…)

As mudanças classificadas como Erros referem-se às alterações consideradas impossíveis, como por exemplo a mudança de uma célula de Área Artificial (classe 1) para Área Agrícola (classe 2). As mudanças classificadas como Improváveis são aquelas que, apesar de possíveis, dificilmente aconteceriam na realidade. Como exemplo, pode-se citar a alteração de Área Agrícola (classe 2) para Vegetação Florestal (classe 6).

A revisão foi realizada com o auxílio de uma série de insumos, tais como: imagens LANDSAT-8 de todo o Brasil para o ano de 2014; séries temporais do NDVI (Normalized Difference Vegetation Index) para dados do sensor MODIS, desde o ano 2000, acessadas através da ferramenta web SATVeg-EMBRAPA; imagens LANDSAT-5 e LANDSAT-7 para os anos anteriores a 2014 e informações provenientes da Pesquisa de Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE.

De posse desses insumos, os foto-interpretes puderam avaliar, além das alterações ocorridas entre os anos 2012 e 2014, mudanças ocorridas em anos anteriores, contribuindo assim para um refinamento dos anos 2000 e 2010.

O processo de revisão também envolveu a incorporação dos polígonos dos mapas de vegetação do IBGE à Grade Estatística. Trata-se do mapeamento de vegetação de todo o Brasil em escala 1:250.000, desenvolvido pelo projeto Levantamento de Recursos Naturais da Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais do IBGE (Vegetação Brasileira). No processo de incorporação à grade, foram definidas as células de vegetação florestal e as células de vegetação campestre. Essas células foram então compatibilizadas com os dados de cobertura e uso a fim de verificar possíveis incoerências. Por exemplo, classes Vegetação Florestal e Mosaicos Florestais devem corresponder ao que foi definido nos mapas de vegetação do IBGE como ambiente florestal. Por sua vez, classes Vegetação Campestre, Pastagem Natural e Mosaicos Campestres devem estar compatíveis com o que foi definido nos mapas de vegetação como ambiente campestre.

Como já referido nos relatórios anteriores, as alterações nos Corpos d’água, continentais e costeiros, não são mapeadas pelo MONITORAMENTO. São adotados os polígonos de massa d’água oficiais divulgados pelo IBGE (Base Cartográfica Contínua do Brasil – 1:250.000 – BC250). A incorporação deste elemento à grade seguiu o mesmo critério de área mínima adotado nos mapeamentos anteriores, isto é, somente células com mais de 625.000m² ocupados por corpos d’água foram consideradas. Nas células onde houve divergência, foi realizada uma análise focal de vizinhança, na qual o valor predominante entre células adjacentes foi incorporado à célula divergente.

Ao fim do processo, essas células revisadas foram incorporadas ao arquivo geral de mudanças e inseridas no banco de dados, para identificação de novas pendências e repetição dos procedimentos supramencionados até que não restasse nenhuma inconsistência.

(…)

Assim, a disponibilização desses arquivos pretende fornecer subsídios aos gestores públicos envolvidos na elaboração e implementação de políticas de ordenamento territorial e planejamento ambiental. Além de ser um instrumento de suporte e orientação às ações gerenciais e à tomada de decisão em empresas privadas de diferentes setores que utilizem informações ambientais para o desenvolvimento de suas atividades. Por fim, a disponibilização desses arquivos também pretende dar suporte às divulgações realizadas pelas unidades estaduais do IBGE em todo o Brasil, como a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) e Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (ESTADIC).

Vale lembrar que o MONITORAMENTO foi idealizado e desenvolvido como um projeto de mapeamento de todo o país, em escala regional. Sendo assim, os dados são produzidos como um quadro de referência, sem o detalhamento necessário para recortes de pequenas áreas. Em outras palavras, recomenda-se que mapeamentos municipais, de microbacias ou similares apenas utilizem os dados do MONITORAMENTO como base de referência, aplicando técnicas e insumos mais adequados aos seus objetivos.

Nesta divulgação são disponibilizados os mapas de cobertura e uso de 2000, 2010, 2012 e 2014 de todos os Estados brasileiros e do Distrito Federal. Com todo o mapeamento em formato de células, tornou-se necessária a adoção de um critério especial para o recorte das Unidades da Federação, com intuito de não alterar significantemente suas áreas oficiais e manter o formato em células de 1 km². Dentro desta perspectiva, foi adotado o seguinte critério: o recorte deve incluir todas as células internas da UF e também aquelas células que, ao tocarem seus limites, tenham mais de 50% da sua área inseridas no Estado.

Fonte: IBGE