Avatar de Desconhecido

Sobre SOS GISbr

Trabalho como freelancer e meu tempo disponível é sempre um mistério. Estou na área de consultoria ambiental desde 2008 desenvolvendo mapas, bases cartográficas e relatórios para estudos ambientais. Sou geógrafa formada pela UFF e mestre em Geomática pela UERJ.

A Interpretação de Imagens

A geração de resultados a partir de dados remotos pode ser produto de interpretações visuais ou ópticas e de processamentos digitais de classificações dos pixels. Para Moreira (2007, p. 204), a interpretação visual ou fotointerpretação “é o processo em que o intérprete utiliza um raciocínio lógico, dedutivo e indutivo para compreender e explicar o comportamento de cada objeto contido nas fotos. A rigor é realizada com base em certas características […]”. Nas interpretações visuais, o fotointérprete deve reconhecer os padrões dos objetos através de elementos essenciais para a distinção entre eles, que são: sombreamento, tonalidade e cor, tamanho e forma, textura, padrão e localização. (FITZ, 20018, p. 123).

Na interpretação visual de imagens orbitais, podem ser selecionadas as bandas espectrais que melhor representem os alvos, ao invés de serem trabalhadas composições Red, Green, Blue (RBG), cujo padrão é facilmente reconhecível pelo olho humano. O sistema RBG é utilizado nos televisores e monitores. Vermelho, verde e azul correspondem às três colorações básicas do espectro do visível; são chamadas de cores primárias, pois a partir da combinação delas podem ser geradas quaisquer outras cores.

“Quando selecionamos […] canais e filtros para uma composição colorida, temos que conhecer o comportamento espectral do alvo de nosso interesse. Sem conhecê-lo, corremos o risco de desprezar faixas espectrais de grande significância na sua discriminação.” (NOVO, 1992, p. 180).

A seleção de diferentes bandas pode promover a distinção entre elementos. Além disso, as técnicas de realce podem ser importantes aliadas nestas distinções durante as interpretações visuais, elas tem a finalidade de melhorar a qualidade visual da imagem, a ampliação do contraste das imagens e a geração de composições coloridas a partir das bandas disponíveis e potencialidades de cada uma delas. Estas são técnicas simples e que permitem realçar objetos e facilitar as análises.

Potencialidades das imagens Landsat 1 e 2
MSS 1 e MSS 2 / Banda 4 – Verde
Sedimentos em suspensão e corpos d’água rasos.
MSS 1 e MSS 2 / Banda 5 – Vermelha
Características de agricultura.
MSS 1 e MSS 2 / Banda 6 – Infravermelho Próximo 1
Limites entre as formas: terra, água e relevo.
MSS 1 e MSS 2 / Banda 7 – Infravermelho Próximo 2
Maior penetração atmosférica, enfatiza os limites entre as formas.

Potencialidades das imagens Landsat 5
TM 5 / Banda 1 – Azul
Apresenta grande penetração em corpos de água, com elevada transparência, permitindo estudos batimétricos. Apresenta sensibilidade a plumas de fumaça oriundas de queimadas ou atividade industrial e apresentar atenuação pela atmosfera.
TM 5 / Banda 2 – Verde
Apresenta grande sensibilidade à presença de sedimentos em suspensão, possibilitando sua análise em termos de quantidade e qualidade. Boa penetração em corpos de água.
TM 5 / Banda 3 – Vermelho
Discrimina as encostas e a vegetação. Bom contraste entre as áreas ocupadas com vegetação. É a banda mais utilizada para delimitar a mancha urbana, incluindo identificação de novos loteamentos. Permite a identificação de áreas agrícolas.
TM 5 / Banda 4 – Infravermelho Próximo
Enfatiza o teor de biomassa e os rios. Os corpos de água absorvem muita energia nesta banda e ficam escuros, permitindo o mapeamento da rede de drenagem e delineamento de corpos de água. Apresenta sensibilidade à morfologia do terreno.
TM 5 / Banda 5 – Infravermelho Médio 1
Penetra nas nuvens menos espessas e permite detectar o teor de umidade do solo.
TM 5 / Banda 6 – Infravermelho Termal
Apresenta sensibilidade aos fenômenos relativos aos contrastes térmicos, servindo para detectar propriedades termais de rochas, solos, vegetação e água. *Resolução de 120m
TM 5 / Banda 7 – Infravermelho Médio 2
Rochas hidrotermicamente alteradas associadas a depósitos minerais.

Fontes: INPE. Disponível em http://www.dgi.inpe.br/Suporte/files/Cameras-LANDSAT57_PT.php e USGS. Disponível em https://landsat.usgs.gov/what-are-best-spectral-bands-use-my-study. Acesso em 13 dez. 2017.

A interpretação visual de imagens é um procedimento executado com base em características específicas das imagens como padrão, cor, tonalidade, entre outros já abordados. Contudo, quando executado em imagens orbitais, existem outras características que podem contribuir para a análise dos dados, tais como: a época de obtenção da imagem, as bandas disponíveis e as escalas de trabalho. A época de obtenção das imagens é importante para estabelecer relações com outros componentes, sejam regimes pluviométricos, ciclos de agricultura ou até mesmo queimadas ou desastres naturais. A disponibilidade de bandas na imagem escolhida é também importante, pois permite o realce de alvos a partir das composições coloridas, quando são imagens multiespectrais. E as escalas de trabalho são essenciais para o melhor aproveitamento dos dados; a escolha do material para a elaboração de um resultado deve estar orientada aos objetivos do trabalho, observando-se sempre se os resultados necessários podem ser extraídos de forma adequada das fontes selecionadas.

Florenzano (2008, p. 39) coloca que “a partir dos elementos de interpretação de imagens, podem ser elaboradas chaves (modelos) de interpretação.” As chaves de interpretação são agrupamentos de características específicas que definem um alvo e podem ser desenvolvidas pelo próprio intérprete. É um procedimento metodológico de interpretação que busca padronizar os resultados obtidos. Florenzano (2008, p. 52 – 54) apresenta exemplos de chaves de interpretação de objetos e feições representadas em imagens TM e ETM+ Landsat utilizando a composição 3 (B), 4 (G) e 5 (R), ou seja, a banda 3 no canal azul, a banda 5 no canal verde e a banda 5 no canal vermelho. Desta forma, o autor sugere que os corpos d’água (rios, lagos, represas e oceano) obedeceriam à seguinte chave de interpretação: “cor azul (material em suspensão) ou preta (água limpa); textura lisa; forma irregular, linear retilínea ou curvilínea para os rios” (FLORENZANO, 2008, p. 53)

Já Moreira (2007, p. 245) propõe o método sistemático como alternativa às chaves de interpretação. No método sistemático é aplicada uma sequência lógica de etapas de fotointerpretação: fotoleitura, fotoanálise e fotointerpretação.

Fonte: Exame de Qualificação Doutorado PPGMA-UERJ. Teixeira, 2018. A Lagoa de Itaipu: (re)conhecimento a partir de diálogos no mundo vivido

Reserva da Biosfera da Mata Atlântica

“A Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) cuja área foi reconhecida pela UNESCO, em seis fases sucessivas entre 1991 e 2008, foi a primeira unidade da Rede Mundial de Reservas da Biosfera declarada no Brasil. É a maior reserva da biosfera em área florestada do planeta, com cerca de 78.000.000 hectares, sendo 62.000.000 em áreas terrestres e 16.000.000 em áreas marinhas, nos 17 estados brasileiros onde ocorre a Mata Atlântica, o que permite sua atuação na escala de todo o Bioma.

A RBMA estende-se por mais de 5000 dos 8000 Km do litoral nacional, desde o Ceará ao Rio Grande do Sul, avançando mar afora englobando diversas ilhas oceânicas como Fernando de Noronha, Abrolhos e Trindade e adentrando no interior de vários estados costeiros, bem como em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.”

Fonte: http://www.rbma.org.br/

MAPAS DA RBMA

Acesse: http://www.rbma.org.br/rbma/rbma_fase_vi_03_google.asp

Carta de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa e Inundações de Niterói (1:25.000)

As Cartas de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais  de  Massa  e  Inundações foram elaboradas em  atenção  à  diretrizes  da Política  Nacional  de Proteção  e  Defesa  Civil(PNPDEC),  estabelecida pela Lei  Federal  12.608/2012(BRASIL,  2012).  As cartas  indicam áreas  suscetíveis  a fenômenos  e processos do meio físico cuja dinâmica pode gerar desastres  naturais. A  elaboração  das  cartas de suscetibilidade encontra-se   sob a   coordenação nacional do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

Carta de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa e Inundações de Niterói (CPRM)

Downloads

Link: Mapa (PDF)

Link: SIG

Link: Base Cartográfica

Link: Imagens

Link:  Produtos MDE

Fonte: Cartas de suscetibilidade a movimentos gravitacionais de massa e inundações : 1:25.000 (livro eletrônico): nota técnica explicativa / coordenação Omar Yazbek Bitar. — São Paulo : IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo ; Brasília, DF : CPRM – Serviço Geológico do Brasil, 2014. – (Publicação IPT ; 3016) 5 Mb ; PDF

Link: http://rigeo.cprm.gov.br/xmlui/bitstream/handle/doc/16588/NT-Carta_Suscetibilidade.pdf?sequence=1

Geodiversidade do Estado do Amapá

O Contexto Geológico e as Áreas de Relevante Interesse Mineral

Lima et al. (1991) identificam, no estado do Amapá, 5 unidades morfoestruturais bem definidas e denominadas de Planície Costeira, Planalto da Bacia do Amazonas, Planalto Rebaixado da Amazônia, Planalto Dissecado Jari-Araguari e Planalto Dissecado do Norte do Amapá e afirmam existir uma correspondência com as unidades geotectônicas definidas no estado. Segundo esses autores a Planície Costeira corresponde à faixa de ocorrência de sedimentos quaternários, de ambiência fluvial, flúvio-lacustre e flúvio-marinha; o Planalto Rebaixado da Amazônia como uma extensa faixa de platôs é constituída pelos sedimentos continentais dos Grupos Barreiras e Alter do Chão, este último tendo uma grande importância econômica pelos seus depósitos de caulim e bauxita. As zonas serranas do domínio Tumucumaque-Iratapuru são integrantes do Planalto Dissecado Jari-Araguari e as litologias do Núcleo Arqueano Oiapoque corresponderiam ao Planalto Dissecado do Norte do Amapá (…)

Com base no contexto geológico, nos inúmeros depósitos e ocorrências minerais, no número e na concentração de títulos minerários e muito por decorrência da fertilidade mineral do estado Amapá, a CPRM, ao executar o Projeto Geodiversidade do Estado do Amapá identificou e individualizou 9 (nove) Áreas de Relevante Interesse Mineral ou áreas com potencial para produção mineral…

Fonte: CPRM, 2016

Downloads:
Mapa: http://rigeo.cprm.gov.br/xmlui/bitstream/handle/doc/13678/geodiversidade_amapa.pdf
Livro: http://rigeo.cprm.gov.br/jspui/bitstream/doc/17171/1/LivroGeodiversidadeAP.pdf
SIG: http://gd.cprm.gov.br/mapas_geodiversidade/gdap_lito.zip

Fonte: Geodiversidade do estado do Amapá / Organização Xafi da Silva Jorge João [e] Sheila Gatinho Teixeira – Belém: CPRM, 2016.

Alguns métodos e tipos de Classificação de Imagens

Métodos de Classificação

Existem seis principais métodos de classificação: as classificações supervisionadas e não supervisionadas (Supervised Classification and Unsupervised Classification), a interpretação visual (Visual Observation), as redes neurais artificiais (Artificial Neural Network), classificação baseada no conhecimento (Classification Expert), processamento técnico de imagem de sensoriamento remoto (Technical Processing of Remote Sensing Image) e os métodos de combinação de bandas (Band Combination Method).

A classificação supervisionada é baseada na função de identificação estatística, de acordo com a amostra típica métodos de treinamento que permite a geração de parâmetros de classificação de classes de acordo com regras de decisão.

Já a classificação não-supervisionada é um método de análise cluster, ou seja, um algoritmo geral de agrupamento primeiro seleciona o modelo número de pontos como o centro do cluster. Cada centro representa uma categoria, de acordo com alguma semelhança medida, torna cada atributo padrão nos centros do cluster15 representados pelo tipo.

A interpretação visual, já abordada anteriormente, é definida pela distinção entre características geométricas e as características da superfície perceptíveis aos olhos humanos.

as redes neurais artificiais são técnicas computacionais que apresentam um modelo matemático inspirado na estrutura neural de organismos inteligentes e que adquirem conhecimento através da experiência. A criação do modelo requer treinamento e testes semelhantes à classificação supervisionada de dados de sensoriamento remoto para extrair informações úteis dos dados auxiliares e de sensoriamento remoto.

A classificação baseada no conhecimento é um sistema especialista para classificação de dados de múltiplas fontes e é elaborada de acordo com o conhecimento e experiência fornecidos por um ou mais especialistas em um campo. Lersch (2003, p. 12) ao elaborar seu estudo sobre os sistemas de combinação de dados geoespeciais para a classificação de imagens digitais de cenas naturais afirma que “o uso de sistemas especialistas pode reduzir as desvantagens existentes entre os processos de classificação por regiões (segmentação) e os métodos pixel a pixel (que se utilizam dos algorítimos tradicionais de classificação).”

No tocante ao citado processamento técnico de imagem de sensoriamento remoto, Song, Cui e Guo (2011) destacam as correções de erros e, por fim, a combinação de bandas. Este método é especialmente importante, pois é amplamente utilizado para monitoramento de vegetação. Ele é baseado na exploração de características físicas da vegetação impressas nas respostas espectrais.

As técnicas de combinação de bandas incluem os índices de vegetação, além da relação de bandas e análise de componentes principais.

Os índices de vegetação foram criados, entre outras coisas, para tentar diminuir o trabalho de análise de dados orbitais, por meio de maximização de informações espectrais da vegetação no menor número de bandas de operação dos sensores. Eles foram criados no intuito de ressaltar o comportamento espectral da vegetação em relação ao solo e a outros alvos da superfície terrestre (realçar o contraste espectral entre a vegetação e o solo). Assim sendo, esses índices podem ser obtidos tanto de dados coletados por satélites como por equipamentos próximos ao alvo de interesse, como é o caso dos espectrorradiômetros. (MOREIRA, 2007, p. 204)

A extração de índices de vegetação permitem explorar aquilo que está além do alcance visual do operador. Essencialmente, os índices de vegetação são indicadores desenvolvidos para examinar remotamente o perfil da vegetação. Eles “resultam de transformações lineares da reflectância obtidas em duas ou mais bandas do espectro eletromagnético, mediante soma, razão entre bandas, diferença ou qualquer outra combinação.” (WIEGAND et al., 1991 apud MOREIRA, 2007, p. 205)

Há uma variedade de índices disponíveis na literatura; segundo Moreira (2007, p. 50) são encontrados mais de 50 índices de vegetação; dentre os mais comuns estão o Enhanced Vegetation Index (EVI) proposto por Huete et al. (1997), o Normalized Difference Vegetation Index (NDVI) proposto por Rouse et al. (1973), o Soil-Adjusted Vegetation Index (SAVI) proposto por Huete (1988), e o Atmospherically Resistant Vegetation Index (ARVI) proposto por Kaufman e Tanré (1992). Estes índices são alguns dos produtos das transformações matemáticas da reflectância com o propósito de se explorar as propriedades espectrais da vegetação, especialmente nas regiões do vermelho e do infravermelho próximo do espectro eletromagnético (WIEGAND et al., 1991 apud GINCIENE et al., 2011). Sua lógica reside no fato de que a energia refletida no vermelho e infravermelho próximo encontra-se relacionada à atividade fotossintética da vegetação e a sua estrutura (FERREIRA et al., 2008 apud GINCIENE et al., 2011). Assim, estes índices encontram-se associados a parâmetros biofísicos da vegetação, como a biomassa e o índice de área foliar (PONZONI & SHIMABUKURO, 2007 apud GINCIENE et al., 2011).

A base teórica empírica para os índices de vegetação é derivada da análise das assinaturas de reflectância espectral típicas. A energia refletida no espectro do visível é muito baixa em virtude da alta absorção por pigmentos fotossinteticamente ativos e com máxima sensibilidade nos comprimentos de onda do azul (470 μm) e do vermelho (670 μm). Quase toda a radiação do infravermelho próximo (NIR) é dispersa (refletida e transmitida) e tem muito pouca absorção, que é dependente das propriedades estruturais de um dossel (LAI, distribuição do ângulo da folha, morfologia da folha). Como um resultado, o contraste entre respostas vermelhas e infravermelho próximas é uma medida sensível de quantidade de vegetação, com diferenças máximas de vermelho – NIR ocorrendo em um dossel completo e contraste mínimo sobre os alvos com pouca ou nenhuma vegetação. Em baixas e médias densidades de vegetação, o contraste exibido é resultado de mudanças tanto vermelhas como NIR, enquanto em áreas de vegetação densa, apenas o NIR contribui para aumentar os contrastes à medida que a banda vermelha fica saturada devido à absorção da clorofila. [Tradução minha] (HUETE et al. 1999, p. 16)

Tipos de Classificação

Na classificação por pixels, os algoritmos procuram encontrar regiões homogêneas, a partir de medidas de distâncias ou de probabilidades de um pixel pertencer a uma classe específica. Ou seja, se um pixel satisfaz a um determinado conjunto de critérios, este pixel é atribuído à classe que melhor satisfaz os critérios estabelecidos.

Já na classificação por regiões, o processo de decisão leva em consideração um agrupamento de pixels que é usado como unidade de classificação, que consiste em um método conhecido como Classificação Orientada ao Objeto (OBIA).

A classificação OBIA (Object-based Image Analysis) consiste em analisar parâmetros que vão além da resposta espectral do pixel, como textura e forma dos objetos que compõem uma determinada cena em uma imagem (WATTS et al., 2009 apud TEIXEIRA et al. 2015). Nos métodos OBIA a análise da imagem é baseada em objetos geográficos e consiste basicamente na aplicação de dois procedimentos metodológicos:
(1) segmentação/regionalização, técnica primária usada para conversão de uma cena ou imagem em múltiplos objetos;
(2) classificação baseada em regras de decisão que explicitam as propriedades dos objetos expressas pelos atributos (NAVULUR, 2006; LANG, 2008 apud FRANCISCO e ALMEIDA, 2012).

A etapa de classificação é executada por algoritmos que reconhecem padrões espectrais, tanto para classificações por regiões ou pixel a pixel, eles podem ser executados de maneira supervisionada ou não-supervisionada.

Nas classificações supervisionadas, são feitas seleções de áreas cuja classe é anteriormente conhecida para a criação de amostras de treinamento. Nestas áreas amostradas são calculados valores estatísticos que permitem a caracterização de cada classe pelo algoritmo escolhido. A classificação não-supervisionada é indicada quando não há conhecimento específico sobre a área de estudo, ela é executada por agrupamento de pixels. Ambas dão origem ao produto final: o mapa temático.

Fonte: Exame de Qualificação Doutorado PPGMA-UERJ. Teixeira, 2018. A Lagoa de Itaipu: (re)conhecimento a partir de diálogos no mundo vivido