Unidades de Conservação Costeiras e Marinhas

A Zona Costeira do Brasil é uma unidade territorial que se estende, na sua porção terrestre, por mais de 8.500 km, abrangendo 17 estados e mais de quatrocentos municípios, distribuídos do Norte equatorial ao Sul temperado do país. Inclui ainda a faixa marítima formada por mar territorial, com largura de 12 milhas náuticas a partir da linha da costa . Possuímos uma das maiores faixas costeiras do mundo, entre a foz do rio Oiapoque, no Amapá e Chuí, no Rio Grande do Sul. A Zona Marinha tem início na região costeira e compreende a plataforma continental marinha e a Zona Econômica Exclusiva – ZEE que, no caso brasileiro, alonga-se até 200 milhas da costa.

Diversas iniciativas para a constituição de Mosaicos de Unidades de Conservação Costeiras e Marinhas estão em andamento, em diferentes fases de planejamento e implementação, e a Gerência de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros (GBA) atua no sentido de apoiar e articular a execução das atividades relacionadas a estas iniciativas, com vistas também a disseminar o conceito do uso de unidades de conservação como instrumento de gestão pesqueira. Dentre elas, destaca-se o primeiro mosaico costeiro e marinho reconhecido formalmente pela Portaria MMA no 150, de 08/05/2006, no incluindo 33 Unidades de Conservação de mata atlântica e zona costeira e marinha localizados no litoral norte do Paraná e sul de São Paulo. Existem ainda os casos das unidades de conservação do extremo sul da Bahia e do Rio de Janeiro e de Santa Catarina.

Para tanto, durante a elaboração do Plano Nacional de Áreas Protegidas, foi criado um sub-grupo, coordenado pela GBA, para elaborar as ações específicas para a  zona costeira e marinha incluindo-se o uso das unidades de conservação na gestão pesqueira. Tais diretrizes, objetivos e ações foram incorporadas no PNAP instituído pelo Decreto Nº. 5.758 de 13.04.2006.

Plano Estratégico Nacional de Áreas Protegidas (PNAP), instituído pelo decreto nº5.758, de 13 de Abril de 2006 está disponível no link: http://www.mma.gov.br/estruturas/205/_arquivos/planonacionaareasprotegidas_205.pdf

Das mais de 5000 áreas protegidas do mundo, apenas 1.300 incluem componentes marinhos e costeiros, correspondendo a menos de 1% dos oceanos. Esse desequilíbrio acontece devido a diversos fatores como: dificuldades de acesso ao ambiente marinho, noção de que o ambiente marinho é uma propriedade comum a todos, sendo disponível para exploração e a idéia de que seus recursos são infinitos.

Por outro lado, é crescente a disseminação dos conceitos de que as áreas protegidas marinhas são essenciais para conservar a biodiversidade dos oceanos, aliando-se, desde a década de 90, a idéia de que também servem para manter a produtividade, especialmente dos estoques de pesqueiros. Diversos cientistas apontam que o estabelecimento de reservas marinhas pode ajudar na recuperação de estoques colapsados ou considerados ameaçados, servindo como berçários e fonte de exportação de indivíduos maduros para as áreas adjacentes.

O livro número 4 da Série Áreas Protegidas, lançado em abril de 2007 no COLACMAR, reúne experiência Brasileiras na utilização de áreas marinhas protegidas como ferramenta para a gestão pesqueira. O material está disponível no link:

http://www.mma.gov.br/estruturas/sbf/_arquivos/livro_areas_aquat_final.pdf

Fonte: MMA/ Secretaria de Biodiversidade e Florestas

Livro e Mapa de Geodiversidade da Bahia

O Mapa Geodiversidade do Estado da Bahia foi gerado a partir dos SIGs Geologia e Recursos Minerais do Estado da Bahia (2003), escala 1:1.000.000, e do Mapa Geodiversidade do Brasil (2006), escala 1:2.500.000, e de informações agregadas obtidas por meio de trabalho de campo, consulta bibliográfica e dados de instituições públicas e de pesquisa.

As informações técnicas produzidas pelo levantamento da Geodiversidade do Estado da Bahia – na forma de mapa, SIG e texto explicativo – encontram-se disponíveis no portal da CPRM/SGB. Conforme links abaixo:

Livro: http://www.cprm.gov.br/publique/media/Geodiversidade_BA.pdf

Carvalho, Luiz Moacyr de. Geodiversidade do estado da Bahia / Organização Luiz Moacyr de Carvalho [e] Maria Angélica Barreto Ramos. – Salvador: CPRM, 2010

Mapa em PDF: http://www.cprm.gov.br/publique/media/geodiversidade_bahia.pdf

Dados disponíveis em shapefile no Geobank: http://geobank.sa.cprm.gov.br/

IBGE lança Índice de Nomes Geográfico​s

O IBGE lançou o  primeiro volume do Índice de Nomes Geográficos. Em versão impressa (ou passível  de ser impressa), o documento oferece aos usuários uma outra forma de  visualizar uma parte das informações do Banco de Nomes Geográficos do Brasil,  lançado em 23/09/2011 e disponível no link www.bngb.ibge.gov.br.

Também é possível consultar e baixar o arquivo em PDF no link  ftp://geoftp.ibge.gov.br/documentos/cartografia/indice_nomes_geograficos.pdf.

Livro: Geocronologia Aplicada ao Mapeamento Regional, CPRM, 2006

O CPRM disponibiliza para download o livro Geocronologia aplicada ao mapeamento regional, com ênfase na técnica U-Pb SHRIMP e ilustrada com estudos de casos brasileiros / Luiz Carlos da Silva – Brasília : CPRM, 2006. (Download aqui)

Prefácio: “o Capítulo I, é focado nesses procedimentos, definindo critérios-padrões relativos às questão fundamentais: como, quando, onde, e quanto amostrar, tendo em conta as especificidades dos métodos e técnicas mais utilizados em cartografia básica: U-Pb, Pb-Pb evaporação, bem como Sm-Nd? Atenção especial é dada aos procedimentos de amostragem em terrenos gnáissicos, especialmente ortognaisses bandados em zonas de alto”strain” e/ou alto grau, migmatitos I e S, seus produtos residuais e anatéticos. Protólito bandado, cuidado redobrado!

Por outro lado, o conhecimento das principais vantagens, limitações, usos (e abusos) de cada um dos métodos e técnicas analíticas aplicáveis para cada problema específico por todos os geólogos participantes do mapeamento básico é, depois da (correta) amostragem, o passo mais importante para o sucesso de um programa geocronológico de abrangência nacional (Para cada problema geológico, o método e a técnica mais apropriado).

Assim, o Capítulo II aborda os métodos e técnicas mais empregados em cartografia básica são aqui tratados com detalhe suficiente para um nivelamento inicial de todos participantes, em especial: i) A técnica “convencional (IDTIMS (Isotopic Dilution – Thermal Ionization Mass Spectrometre”); ii) ) A técnica SHRIMP (Sensitive High Resolution Ion Microprobe); iii) A técnica laser-ablation (LA-ICP-MS Inductively Coupled Plasma – Mass Spectrometre); iv) O método Pb-Pb evaporação); v) O método Sm-Nd). São enfocados os princípios elementares indispensáveis à boa leitura e interpretação dos dados analíticos, como tipos e significado de diagramas concórdias; a Média dos Quadrados dos Desvios Medidos ( MSWD) – e a distinção entre discórdias e errócronas; distinção entre precisão e acurácia e entre incertezas e erros analíticos; noções qeoquímica isotópica U-Th-Pb; interpretações qualitativas de imagens de zircão por catodoluminescência (CL) e elétrons retro-espalhados (BSE). São também abordados os fundamentos das técnicas SHRIMP e LA-ICP-MS e tabulados os parâmetros comparativos entre as performances analíticas TIMS x SHRIMP e SHRIMP x LA-ICP-MS. Além disso, são revistos os princípios básicos da técnica Pb-Pb Evaporação e do método Sm-Nd, bem como suas aplicações em cartografia regional, com exemplos nacionais.

O Capítulo III apresenta estudo de casos com o objetivo de fornecer às equipes de mapeamento regional do SGB uma visão crítica da aplicação da geocronologia U-Pb em diversos terrenos pré-cambrianos brasileiros, por meio de estudos U-Pb SHRIMP em zircões, bem como a comparação dessas análises com resultados previamente obtidos em parte desses terrenos, por meio da técnica TIMS ou Pb-Pb evaporação. A seleção de casos comentados foi baseada em populações de zircões morfologicamente complexas, para as quais as interpretações dos dados isotópicos e obtenção de idades consistentes são fortemente dependentes de imageamento por (catodoluminescência-CL) e elétrons retro-espalhados (BSE). Foram escolhidos os dados de análises, selecionadas em um universo de mais de uma centena, visando proporcionar uma visão detalhada das complexidades e armadilhas analíticas e apresentar as soluções interpretativas assumidas pelo(s) autor(es). As 53 análises são provenientes de unidades geológicas chaves (principalmente ortognaisses e granitóides) dos cinturões neoproterozóicos Dom Feliciano, Araçuaí-Ribeira setentrional e Saldania (África do Sul); dos cinturões paleoproterozóicos margem oriental do Cráton do São Francisco (incluindo o Cinturão mineiro: complexos Mantiqueira, Juiz de Fora e Caparaó e o Cinturão Bahia Oriental); do embasamento arqueano retrabalhado do CSF (complexos Guanhães e Itabuna-Salvador-Curaçá), bem como do arqueano ao neoproterozóico da Província Borborema. Para proporcionar uma iniciação mais consistente aos interessados na “arte” da zirconologia, as concórdias e suas interpretações são cotejadas com centenas de imagens de BSE e CL,devidamente descritas e interpretadas. São abordados, em especial, zircões com morfologias complexas incluindo sobrecrescimentos magmáticos (“melt-precipitated”); sobrecrescimentos metamórficos, “annealing” termo-tectônico, polimetamorfismo; núcleos herdados restíticos (fusão parcial e migmatitização); núcleos herdados assimilados, núcleos herdados detríticos, núcleo dentro de núcleo (“core-within-core”), texturas” bow tie” (gravata borboleta) and “soccer-ball” (bola de futebol), entre outras.”

 

Greenstone Belt de Mundo Novo: caracterização e implicações metalogenéticas e geotectônicas no Cráton de São Francisco

A Série Arquivos Abertos publica a síntese de trabalhos técnicos executados pela CBPM (ou em parceria com outras empresas), e cujos relatórios e dados encontram-se arquivados no Setor de Documentação (SEDOT), na íntegra, para consulta.

Greenstone Belt de Mundo Novo: caracterização e implicações metalogenéticas e geotectônicas no Cráton de São Francisco – Autores: Juracy de Freitas Mascarenhas; Ernesto Fernando Alves da Silva – Volume 5, Ano 1994

Link para Download: http://www.cbpm.com.br/manager/file/aberto05.zip