IBGE lança Manual de Geociências sobre Base Cartográfica do Brasil 1:250.000

O IBGE lançou o Manual Técnico de Geociências utilizado na construção da Base Cartográfica Contínua na escala de 1:250.000, que pode ser acessado em ftp://geoftp.ibge.gov.br/documentos/cartografia/Manual_Procedimento_Tecnico.pdf.

Este Manual tem por objetivo estabelecer e padronizar as normas e os procedimentos para a fiscalização, controle de qualidade, validação e homologação das Bases Cartográficas Digitais Contínuas do Brasil na escala de 1:250.000 elaboradas por contratação de empresas especializadas na prestação de serviços de mapeamento e atualização cartográfica.

A Base Cartográfica Contínua (BC250) é um mosaico digital do Brasil em escala 1:250.000 (em que 1 cm no mapa significa 2,5 km no terreno), disponível em formato shape no link ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapas/base_vetorial_continua_250mil para 89% do território nacional, com previsão para conclusão no primeiro semestre do próximo ano. Essa base constitui referência cartográfica para as ações de planejamento, monitoramento e atualização das informações dos recursos naturais do país.

Projeto de Monitoramento do Desmatamento dos Biomas Brasileiros por Satélite – PMDBBS

Este projeto tem o intuito de quantificar desmatamentos de áreas com vegetação nativa nos Biomas Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal, e de embasar ações de fiscalização e combate a desmatamentos ilegais naqueles biomas, cabendo ao Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama – CSR a detecção dos desmatamentos.

Para o desenvolvimento do monitoramento atual (identificação de mudanças na cobertura vegetal nativa referente aos períodos até 2002 e entre 2002 e 2008) foram utilizadas imagens dos satélites Landsat e CBERS, disponiveis gratuitamente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE.
O mapa dos remanescentes da cobertura vegetal Brasileira do PROBIO/MMA foi considerado como “mapa de tempo zero” para início do monitoramento. Tal mapa refere-se ao periodo até 2002. As imagens de satélite utilizadas na sua geração (PROBIO) foram empregadas como informação pretérita para identificação das mudanças na cobertura vegetal. Desse modo, as áreas identificadas no mapa do PROBIO como “antrópicas” foram mascaradas (polígonos em preto nas figuras que seguem) e não foram consideradas na análise realizada pelos técnicos de interpretação. Estes buscaram a identificação de possíveis desmatamentos no interior das áreas com vegetação nativa.

O procedimento de identificação dos polígonos de áreas desflorestadas teve como escala base de trabalho a escala 1:50.000 e área mínima de detecção do desmatamento de 2 ha, estando os respectivos resultados separados/disponibilizados conforme articulação 1:250.000 das folhas cartográficas do IBGE em sistema de referência geográfica (datum SAD69).

O link principal para acesso às informações dos Biomas e shapefiles para Download é http://siscom.ibama.gov.br/monitorabiomas/index.htm ou no link http://mapas.mma.gov.br/mapas/aplic/monitoramento_biomas_2002_2008/datadownload.htm

Mapas do Plano Diretor de Mineração da Região Metropolitana de Porto Alegre (RS)

“Iniciado em 2002 e conduzido com recursos institucionais, o Plano Diretor de Mineração da Região Metropolitana de Porto Alegre (RS) teve como objetivo contribuir com as prefeituras que compõem a região metropolitana de Porto Alegre para o planejamento e a regulação da ocupação do solo, visando ao desenvolvimento sustentável da atividade de mineração e à eliminação de conflitos de uso do espaço metropolitano.

Em 2004, o projeto foi concluído com a estruturação do Banco de Dados Informatizado do Cadastro Mineral de toda a região metropolitana, com 513 registros de pedreiras, cavas e minas em atividade, paralisadas ou abandonadas, contemplando 31 municípios, abrangendo uma área aproximada de 9.825 km², com uma população de 3 milhões e 500 mil habitantes. Os resultados incluem também a indicação de fontes de materiais de emprego na construção civil para beneficiar a edificação de casas populares, diminuindo o déficit habitacional da região, contribuindo para o Programa de Subsídios à Habitação de Interesse Social.

Foram produzidos os mapas Cadastro Mineral, Geológico Integrado, Potencial Mineral, Sistemas Aquíferos e Jazidas de Carvão Mineral, acompanhados dos respectivos relatórios. O conjunto de informações geradas pela CPRM constitui um valioso acervo para a implantação do Plano Diretor de Mineração da Região Metropolitana de Porto Alegre.”

Fonte: CPRM

Geobank – CPRM

O Serviço Geológico do Brasil – CPRM, apresenta aos usuários da geoinformação o banco de dados GEOBANK. Concebido inicialmente para dar suporte ao Projeto GIS do Brasil, o banco foi projetado e desenvolvido em plataforma Oracle®, com dados do tipo misto objeto-relacional de forma a poder atender, em sua concepção, às pesquisas espaciais de maneira dinâmica.

O projeto GIS do Brasil reuniu o acervo de mapas geológicos em diversas escalas, existentes na CPRM até 2002, padronizando informações e codificando as unidades litoestratigráficas e uniformizando suas letras símbolo, de modo que cada unidade tenha uma abreviatura única, válida em todo país. Esta abordagem foi feita inicialmente na escala 1:2.500.000 e em seguida na escala 1:1.000.000. A escala cartográfica do projeto é de 1:1.000.000, contudo a escala da informação geológica varia entre 1:1.000.000 e 1:250.000. Em alguns locais de mapeamento geológico mais detalhado, como as províncias Mantiqueira, São Francisco e Borborema ela pode alcançar até 1:100.000.

São encontrados:
Mapas de Geodiversidade, Mapas Geológicos dos Projetos da CPRM, Mapas Geológicos das Universidades, Mapas Geológicos Estaduais e Mapas Hidrogeológicos

Link: http://geobank.sa.cprm.gov.br/

O manual do GEOBANK está disponível em http://geobank.sa.cprm.gov.br/downloads/cartilha_geobank.pdf

One Geology Portal

OneGeology é uma iniciativa internacional e está pautado na integração de pesquisas geológicas do mundo. É um projeto inovador, foi lançado em 2007 e disponibiliza uma variedade de informações geológicas, muito bem organizadas, de continentes e países no mundo, preferencialmente na escala 1:1.000.000.

Acesse através do link: http://www.onegeology.org/

Para aqueles que encontrarem dificuldades, na cartilha do GEOBANK há um pequeno passo a passo para iniciar o uso. Ela é encontrada no link http://geobank.sa.cprm.gov.br/downloads/cartilha_geobank.pdf