Mapa de Declividade em Percentual do Relevo Brasileiro

“O mapa de declividade é uma ferramenta de grande potencial para a CPRM e a comunidade geocientífica no apoio a estudos geológicos, hidrológicos, ecológicos e geomorfológicos em todo o território brasileiro. A geração de mapas temáticos de classes de
declividade tem se destacado como uma técnica importante na detecção de áreas críticas para deslizamento de encostas, traçados de perfis ecodinâmicos da paisagem e análises de terreno para contextualização urbana, bem como, no planejamento de lavouras
agrícolas e na identificação de áreas suscetíveis à ocorrência de inundações. Em especial,  essa ferramenta mostra-se substancial na implantação de bases de dados para tomada de decisão no desenvolvimento de um Sistema Nacional de Monitoramento e Alerta de
Desastres Naturais, e também um importante instrumento de análise ambiental para o  estudo do espaço geográfico de modo integrado.
– O produto apresentado foi elaborado no software ArcGIS 10, Extensão Spatial Analyst, com uso das ferramentas Slope e Reclassify. O mosaico de imagem SRTM (Shuttle Radar Topography Mission) foi utilizado como dado de base e a classificação da declividade das formas de relevo adotada como referência foi a do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE e EMBRAPA (Plano 0 a 3%, Suave ondulado 3 a 8%, Ondulado 8 a 20%, Forte ondulado 20 a 45%, Montanhoso 45 a 75% e Escarpado > 75%). O mapa em questão segue o recorte internacional ao milionésimo e foi gerado no formato raster (extensão tif), a legenda salva em layers (ArcGis 9.0 ou
versões mais recentes), e o georreferenciamento efetuado no sistema de coordenadas geográficas DATUM WGS84.”

MAPA ÍNDICE PARA DOWNLOAD DAS FOLHAS

Fonte: Centro de Desenvolvimento Tecnológico – CEDES – Ciro Jorge Appi – Chefe do CEDES

Autor: José Francisco Ladeira Neto
Colaboradores: Carlos Eduardo Mota
Adriana Gomes de Souza
Maria Adelaide Mansini Maia – Departamento de Gestão Territorial – DEGET

Atlas do trabalho escravo no Brasil

“Idealizado pela organização Amigos da Terra – Amazônia Brasileira e lançado este ano, o Atlas do Trabalho Escravo no Brasil traz dados sobre os casos registrados de trabalho forçado no país e duas novas ferramentas para auxiliar autoridades na formulação de políticas públicas: os índices de probabilidade de trabalho escravo e de vulnerabilidade ao aliciamento.” (Mundo Geo)

Resumo Executivo:

O Atlas do Trabalho Escravo no Brasil caracteriza pela primeira vez a distribuição, os fl uxos, as modalidades e os usos do trabalho escravo no país, nas escalas municipal, estadual e regional, utilizando fontes ofi ciais e consolidadas.  Também aponta as associações mais frequentes do fenômeno, como aquela com o desmatamento. Além do diagnóstico inédito, o Atlas oferece dois produtos novos para a sociedade brasileira: o Índice de  Probabilidade de Trabalho Escravo e o Índice de Vulnerabilidade ao Aliciamento. No primeiro caso, trata-se de uma ferramenta inovadora e essencial para gestores de políticas públicas, que  pode contribuir expressivamente para o planejamento governamental da sustentabilidade socioambiental. É uma  ferramenta de avaliação de risco: um risco baixo não deve levar a subestimar o problema, mantendo as políticas  de due diligence convencionais. Já um risco alto deve levar a cautelas especiais.

No segundo caso, o da vulnerabilidade, trata-se de uma ferramenta a ser aplicada principalmente  por gestores de políticas públicas e sociais. Ela aponta para ação urgente do Poder Público visando a prevenção do trabalho escravo em determinadas regiões, assim como a proteção de grupos sociais  altamente expostos ao fenômeno. O mapa do Índice de Vulnerabilidade ao Aliciamento aponta para as  regiões de origem do escravo e é, portanto, complementar ao do Índice de Probabilidade de Trabalho Escravo, que põe em foco áreas de ocorrência do problema.

O Atlas também oferece um perfil típico do escravo brasileiro do século XXI: é um migrante maranhense, do Norte de Tocantins ou oeste do Piauí, de sexo masculino, analfabeto funcional, que foi levado para as fronteiras móveis da Amazônia, em municípios de criação recente, onde é utilizado principalmente em atividades vinculadas ao desmatamento. É importante observar que existem fluxos, manchas e modalidades expressivas – e igualmente graves – de trabalho escravo em outras regiões – principalmente no Centro-Oeste e Nordeste – e em outros setores, mas o perfil acima referido é decididamente majoritário. Há, pelo menos, vinte municípios com alto grau de probabilidade de trabalho escravo localizados nas regiões de fronteira na Amazônia brasileira. Nestas áreas, coincidem a queima de madeira para a fabricação do carvão vegetal, as altas taxas de desmatamento, o trabalho pesado de destoca para formação de pastagem e atividades pecuárias nas glebas rurais ocupadas. Na preparação do Atlas foram analisadas as dinâmicas marcadas pelos movimentos das atividades econômicas e da população aliciada e foram usados dados sobre o fenômeno oriundos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

(Théry, Hervé. Atlas do Trabalho Escravo no Brasil / Hervé h éry, Neli Aparecida de Mello, Julio Hato, Eduardo  Paulon Girardi. São Paulo: Amigos da Terra, 2009. 80 p)

A soja e o Trabalho Escravo

Atlas do Trabalho Escravo no Brasil encontra-se dividido em duas grandes partes, são elas:

Primeira Parte: Avaliando o processo

1. Expressão territorial do trabalho escravo
2. De onde saem e para onde vão os trabalhadores escravizados?
3. A expressão temporal do trabalho escravo
4. As condições educacionais e sociais dos trabalhadores
5. Trabalho escravo e atividades econômicas
5.1 Atividade agropastoril e trabalho escravo
5.2 Pecuária bovina e o trabalho escravo
5.3 Cana-de-açúcar e trabalho escravo
5.4 Carvão e trabalho escravo
5.5 Madeira e trabalho escravo
5.6 Soja e trabalho escravo
5.7 Desmatamento e trabalho escravo
6. Terras protegidas e trabalho escravo
7. Trabalho escravo e violência

Segunda Parte – Relacionando os fatores

1. Análise dos fatores infl uenciadores do trabalho escravo
2. Índices sintéticos: probabilidade de escravidão e vulnerabilidade ao aliciamento
3. Correlações

DOWNLOAD

IBGE lança nova base cartográfica em escala 1:250.000

O IBGE disponibilizou recentemente a BC250 em formato shapefile. Na construção da Base Cartográfica, foram utilizados como referência os procedimentos descritos no Manual Técnico de Geociências (nº 12 da série de manuais da Geociências) que pode ser acessado em O Manual de Procedimentos Técnicos para Fiscalização, Controle de Qualidade e Validação da Base Cartográfica na escala 1:250.000, produzido pela Coordenação de Cartografia da Diretoria de Geociências do IBGE, visa a orientar a atividade de fiscalização de serviços de mapeamento, padronizando procedimentos, como o preparo de imagens e construção de mapas, garantindo a qualidade do material produzido.

Com os dados das diversas categorias de informação presentes na Base, de forma integrada e totalmente digital, a nova Base Cartográfica 1:250:000 está preparada para integrar a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) em futuro próximo.

(Fonte: IBGE)

LINK: ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapeamento_sistematico/base_vetorial_continua_escala_250mil

Revista Brasileira de Geografia (Download)

Nos anos de 1939 e 1940, o IBGE iniciou, respectivamente, a edição da Revista Brasileira de Geografia e da Revista Brasileira de Estatística. Através da contribuição dos técnicos do IBGE e de outras instituições nacionais e internacionais, são divulgados nestas revistas artigos e comunicações sobre o conhecimento geocientífico; econômico e social, além de estudos metodológicos.

Com o objetivo de permitir a busca e a recuperação destes estudos, a Gerência de Biblioteca e Acervos Especiais – GEBIS coloca à disposição dos usuários os sumários da Revista Brasileira de Geografia 

Fonte: IBGE

LINK: http://biblioteca.ibge.gov.br/d_detalhes.php?id=7115

Infelizmente, por enquanto, ainda não há um sumário das edições disponíveis para download… =/

Novo Mapa Índice digital do IBGE

O Mapa Índice Digital (com referência ao ano de 2011), conjunto de informações atualizadas relativas ao mapeamento sistemático existente no País, está sendo disponibilizado, pela primeira vez, em download, na página do IBGE na Internet. O Mapa Índice é um instrumento de suporte ao Sistema Cartográfico Nacional, que abrange a produção de mapas e cartas topográficas, essenciais na gestão territorial e no planejamento de projetos, tais como obras de engenharia e estudos de impacto ambiental.

A edição em ambiente digital do Mapa Índice é composta por um conjunto de informações sobre bases cartográficas de referência, permitindo sua recuperação e apresentação tanto em meio analógico (para impressão) quanto em meio digital. Nesta edição, foram inseridas informações sobre ortofotos (mosaico de fotos aéreas ortorretificadas) e modelos digitais de elevação, produtos estes que já estão disponibilizados na página do IBGE.

O Mapa Índice Digital e outras informações sobre edições anteriores podem ser acessados através do link:

ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapeamento_sistematico/mapa_indice_digital_4ed

(Fonte: IBGE)