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Reserva da Biosfera da Mata Atlântica

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“A Reserva da Biosfera da Mata Atlântica – RBMA cuja área foi reconhecida pela UNESCO, em seis fases sucessivas entre 1991 e 2008, foi a primeira unidade da Rede Mundial de Reservas da Biosfera declarada no Brasil. É a maior reserva da biosfera em área florestada do planeta, com cerca de 78.000.000 hectares, sendo 62.000.000 em áreas terrestres e 16.000.000 em áreas marinhas, nos 17 estados brasileiros onde ocorre a Mata Atlântica, o que permite sua atuação na escala de todo o Bioma. (…)

A Reserva da Biosfera da Mata Atlântica inclui todos os tipos de formações florestais e outros ecossistemas terrestres e marinhos que compõem o DMA , bem como os principais remanescentes florestais e a maioria das unidades de conservação da Mata Atlântica, onde está protegida grande parte da megabiodiversidade brasileira.

Suas Zonas Núcleo correspondem a mais de 700 Unidades de Conservação de Proteção Integral. Em suas Zonas de Amortecimento vivem alguns milhares de pessoas, em grande parte comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas, pescadores, etc… ) que representam uma grande riqueza sociocultural e grande diversidade étnica. ” Fonte: RBMA


Para maiores informações sobre o projeto consulte: http://www.rbma.org.br/rbma/index_rbma.asp


Para Download do KML com as áreas CLIQUE AQUI.

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Rodovias Federais para download em KML

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O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) disponibiliza para download os dados em formato KML (Google Earth) das rodovias federais do país.

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Brasil (KML)

Por Unidade da Federação

ANA disponibiliza nova plataforma de dados abertos sobre recursos hídricos

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“Já está disponível a nova plataforma de Dados Abertos da Agência Nacional de Águas (ANA): dadosabertos.ana.gov.br. A página permite que toda a sociedade acesse dados e informações do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH) em formato aberto. Desta forma, os usuários do serviço têm à disposição dados processáveis por computadores e referenciados na internet. Assim, os conteúdos do SNIRH podem ser usados livremente, como para produção de aplicativos, desde que seja dado o devido crédito à fonte e ao autor – no caso, a ANA.”

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Fonte: ANA

Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra do Brasil (IBGE)

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Apresentação

“O IBGE apresenta à sociedade um novo produto de análise da cobertura e uso da terra através do monitoramento em grade territorial estatística de 1 km², para os anos 2000, 2010, 2012 e 2014. Este trabalho tem a intenção de contribuir para um melhor entendimento da dinâmica de ocupação do território nacional especialmente a partir do avanço de atividades agrícolas e pecuárias, além do uso por funções urbanas.

Esta publicação se diferencia das anteriores pela nova forma de sistematização das informações. A partir desta edição, a Diretoria de Geociências do IBGE por intermédio da Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais disponibilizará à sociedade uma avaliação de cobertura e uso da terra para cada um dos 8,5 milhões de km² do país, permitindo a partir de uma unidade espacial básica, a integração e comparação entre diferentes tipos de dados geocientíficos e estatísticos, além de acompanhamento histórico da organização e espacialização das atividades econômicas e seus impactos sobre os recursos naturais no país, quilômetro a quilômetro.

Além do mapeamento, é oferecida ainda uma contabilidade de dados referentes às alterações nas formas de ocupação do país segundo a classificação adotada. As informações encontram-se ainda disponíveis por Unidade da Federação no formato de mapas estaduais, para o ano de 2014, e gráficos para os demais anos, suprindo assim as demandas dos atores públicos estaduais para subsídio à formulação de políticas públicas de gestão de seu território.”

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Metodologia

As classes de cobertura e uso da terra, bem como as de mudanças na cobertura e uso da terra, foram elaboradas especificamente para este trabalho, a partir da compatibilização entre o Sistema de Classificação da Cobertura e Uso da Terra do IBGE-SCUT, em seus níveis II e III (IBGE, 2013); as classes propostas no Land Cover Functional Unit – LCFU (JAFFRAIN, 2012); e as descrições contidas na obra System of Environmental-Economic Accounting (SEEA), editado pela Comissão Européia e pela FAO (SEEA, 2014).

No trabalho de mapeamento são utilizadas quatorze classes de cobertura e uso. São elas: Área Artificial (1), Área Agrícola (2), Pastagem com manejo (3), Mosaico de área agrícola com remanescentes florestais (4), Silvicultura (5), Vegetação Florestal (6), Mosaico de Vegetação Florestal com atividade agrícola (7), Vegetação Campestre (8), Área úmida (9), Pastagem natural (10), Mosaico de área agrícola com remanescentes campestres (11), Corpo d’água Continental (12) Corpo d’água Costeiro (13) e Área descoberta (14).

Cabe ressaltar que, no caso das pastagens naturais, as descrições utilizadas neste mapeamento e aquelas adotadas nas pesquisas agropecuárias do IBGE não são as mesmas, pois trata-se de trabalhos com objetivos e metodologias distintas. Entretanto, ambas podem ser estudadas de forma complementar.

(…)

As imagens de satélite MODIS (bandas NIR, MIR, Red e o índice de vegetação NDVI) e LANDSAT foram obtidas diretamente no site do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS – GloVis). O critério de escolha envolveu o ano de referência a ser mapeado e a melhor qualidade visual possível, principalmente no que diz respeito à cobertura de nuvens e à presença de material particulado na atmosfera (aerossóis, névoa, poeira, fumaça de queimadas etc.). São necessárias 16 cenas do sensor MODIS e cerca de 380 cenas LANDSAT para cobrir todo o território brasileiro. A fim de dirimir dúvidas em algumas regiões específicas do país, também foram utilizadas imagens RapidEye, de alta resolução espacial e disponibilizadas ao IBGE via Ministério do Meio Ambiente. Também foram usadas outras informações, como os mapas temáticos produzidos pelo IBGE, pelo projeto RADAMBRASIL, por governos estaduais, além de dados dos projetos PRODES e TERRACLASS, desenvolvidos pelo INPE e EMBRAPA, e outras informações cartográficas disponibilizadas por diversas instituições.

(…)

Tendo como objetivo a integração de dados geoespaciais e estatísticos e a otimização do trabalho de mapeamento, o MONITORAMENTO passou por aprimoramentos metodológicos tais como adoção da Grade Estatística; construção de um banco de dados; utilização do software QGIS; e uso das imagens LANDSAT 8 como principal insumo orbital no processo de revisão.

As grades estatísticas possibilitam a integração e a comparabilidade de dados geoespaciais e estatísticos. Uma das principais vantagens diz respeito a sua estabilidade espaço-temporal, pois a célula passa a ser a unidade espacial básica, não sujeita a modificações como a alteração de limites administrativos e a criação de novas unidades territoriais. Na transformação de polígonos em dados discretos (agregados às células), pode haver alguma perda de informação, devido ao critério da classe predominante. Entretanto, esta perda é insignificante quando comparada às vantagens proporcionadas pela comparabilidade de diversos tipos de dados.

A incorporação dos dados do MONITORAMENTO à Grade Estatística do IBGE, tendo células de 1 km² como unidade espacial básica, gerou a necessidade de uma revisão geral de todo material produzido até então. A construção do banco de dados, utilizando o SGBD PostgreSQL com extensão espacial PostGIS, e a adoção do software QGIS possibilitaram a otimização deste trabalho.

(…)

As mudanças classificadas como Erros referem-se às alterações consideradas impossíveis, como por exemplo a mudança de uma célula de Área Artificial (classe 1) para Área Agrícola (classe 2). As mudanças classificadas como Improváveis são aquelas que, apesar de possíveis, dificilmente aconteceriam na realidade. Como exemplo, pode-se citar a alteração de Área Agrícola (classe 2) para Vegetação Florestal (classe 6).

A revisão foi realizada com o auxílio de uma série de insumos, tais como: imagens LANDSAT-8 de todo o Brasil para o ano de 2014; séries temporais do NDVI (Normalized Difference Vegetation Index) para dados do sensor MODIS, desde o ano 2000, acessadas através da ferramenta web SATVeg-EMBRAPA; imagens LANDSAT-5 e LANDSAT-7 para os anos anteriores a 2014 e informações provenientes da Pesquisa de Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE.

De posse desses insumos, os foto-interpretes puderam avaliar, além das alterações ocorridas entre os anos 2012 e 2014, mudanças ocorridas em anos anteriores, contribuindo assim para um refinamento dos anos 2000 e 2010.

O processo de revisão também envolveu a incorporação dos polígonos dos mapas de vegetação do IBGE à Grade Estatística. Trata-se do mapeamento de vegetação de todo o Brasil em escala 1:250.000, desenvolvido pelo projeto Levantamento de Recursos Naturais da Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais do IBGE (Vegetação Brasileira). No processo de incorporação à grade, foram definidas as células de vegetação florestal e as células de vegetação campestre. Essas células foram então compatibilizadas com os dados de cobertura e uso a fim de verificar possíveis incoerências. Por exemplo, classes Vegetação Florestal e Mosaicos Florestais devem corresponder ao que foi definido nos mapas de vegetação do IBGE como ambiente florestal. Por sua vez, classes Vegetação Campestre, Pastagem Natural e Mosaicos Campestres devem estar compatíveis com o que foi definido nos mapas de vegetação como ambiente campestre.

Como já referido nos relatórios anteriores, as alterações nos Corpos d’água, continentais e costeiros, não são mapeadas pelo MONITORAMENTO. São adotados os polígonos de massa d’água oficiais divulgados pelo IBGE (Base Cartográfica Contínua do Brasil – 1:250.000 – BC250). A incorporação deste elemento à grade seguiu o mesmo critério de área mínima adotado nos mapeamentos anteriores, isto é, somente células com mais de 625.000m² ocupados por corpos d’água foram consideradas. Nas células onde houve divergência, foi realizada uma análise focal de vizinhança, na qual o valor predominante entre células adjacentes foi incorporado à célula divergente.

Ao fim do processo, essas células revisadas foram incorporadas ao arquivo geral de mudanças e inseridas no banco de dados, para identificação de novas pendências e repetição dos procedimentos supramencionados até que não restasse nenhuma inconsistência.

(…)

Assim, a disponibilização desses arquivos pretende fornecer subsídios aos gestores públicos envolvidos na elaboração e implementação de políticas de ordenamento territorial e planejamento ambiental. Além de ser um instrumento de suporte e orientação às ações gerenciais e à tomada de decisão em empresas privadas de diferentes setores que utilizem informações ambientais para o desenvolvimento de suas atividades. Por fim, a disponibilização desses arquivos também pretende dar suporte às divulgações realizadas pelas unidades estaduais do IBGE em todo o Brasil, como a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) e Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (ESTADIC).

Vale lembrar que o MONITORAMENTO foi idealizado e desenvolvido como um projeto de mapeamento de todo o país, em escala regional. Sendo assim, os dados são produzidos como um quadro de referência, sem o detalhamento necessário para recortes de pequenas áreas. Em outras palavras, recomenda-se que mapeamentos municipais, de microbacias ou similares apenas utilizem os dados do MONITORAMENTO como base de referência, aplicando técnicas e insumos mais adequados aos seus objetivos.

Nesta divulgação são disponibilizados os mapas de cobertura e uso de 2000, 2010, 2012 e 2014 de todos os Estados brasileiros e do Distrito Federal. Com todo o mapeamento em formato de células, tornou-se necessária a adoção de um critério especial para o recorte das Unidades da Federação, com intuito de não alterar significantemente suas áreas oficiais e manter o formato em células de 1 km². Dentro desta perspectiva, foi adotado o seguinte critério: o recorte deve incluir todas as células internas da UF e também aquelas células que, ao tocarem seus limites, tenham mais de 50% da sua área inseridas no Estado.

Fonte: IBGE

 

Transformações de DATUM

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Esta postagem é fruto de dúvidas de um companheiro do blog, o Ezequiel Faria. Acredito que tal como ele, outras pessoas também acessam o blog a fim de encontrar boas respostas. Agradeço ao Ezequiel pela pesquisa que fez e compartilho com vocês as informações que ele levantou sobre o tema, concentrando nessa postagem os principais documentos disponíveis sobre as mudanças de DATUM.

Parâmetros de Transformação SIRGAS2000 e SAD 69 e WGS84

Em virtude da diferença entre os dois sistemas SAD69 e SIRGAS2000 tanto em origem como na forma da superfície de referência, torna-se necessária a compatibilização das coordenadas com o Datum desejado. A não consideração dessa transformação tem implicações substanciais nos resultados obtidos, implicando erros que podem atingir dezenas de metros, tanto em planimetria quanto na altimetria. Para compatibilização torna-se necessário um procedimento matemático que relacione os dois sistemas. (FERNANDES, Vivian de O.; NOGUEIRA, Ruth E.. 2010)

Os parâmetros de transformação oficiais entre os referenciais SAD 69 e SIRGAS2000 e SAD 69 e WGS84 estão disponíveis em: ftp://geoftp.ibge.gov.br/metodos_e_outros_documentos_de_referencia/normas/nota_tecnica_termino_periodo_transicao_sirgas2000.pdf

Contudo, há também os parâmetros de transformação entre os referenciais Córrego Alegre e SAD 69 disponíveis em: ftp://geoftp.ibge.gov.br/metodos_e_outros_documentos_de_referencia/normas/bservico1602.pdf

Resoluções

A problemática do SAD-69 e SAD-69/96

Um breve histórico

Em 1920, o elipsóide de Clarke, com o Observatório do Morro Santo Antônio, foi o primeiro elipsóide adotado oficialmente no Brasil. Antes disso, a Carta Geral do Império e a Carta Geral do Brasil, já tinham como modelo matemático os elipsóides de Bessel e Clarke, com origem no Observatório do Morro do Castelo (MENEZES & FERNANDES, 2008). Sabe-se que os últimos referenciais geodésicos no Brasil foram: Córrego Alegre, Astro Datum Chuá, SAD69, e atualmente por legislação, encontra-se em transição para o SIRGAS2000. Cronologicamente, o Córrego Alegre foi o primeiro SGR horizontal a ser utilizado no Brasil, até o início da década de 70. Por um curto período que antecedeu o SAD69, foi adotado o Chuá Astro Datum, e a partir de 1977 o SAD69 passou a ser utilizado oficialmente nos trabalhos de Geodésia e Cartografia do país. Uma parte significativa do acervo cartográfico relativo ao mapeamento topográfico do país encontra-se ainda hoje em Córrego Alegre, mas o mapeamento em escala grande destinado ao Cadastro Urbano encontra-se em sua maioria em SAD69.

(…) No Brasil, os referenciais planimétrico e altimétrico para a cartografia brasileira são aqueles definidos para o sistema geodésico brasileiro – SGB, estabelecido pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e estatística – IBGE, com suas especificações e normas.

Segundo DALAZOANA (2001), o estabelecimento do primeiro SGB ocorreu na década de 40 e foi sofrendo evoluções compatíveis com o desenvolvimento tecnológico. Até 1991, as materializações do SGB foram obtidas pelos procedimentos clássicos de triangulação e poligonação. A partir desta data, o IBGE adotou o Sistema de Posicionamento Global – GPS em seus trabalhos geodésicos. Em 1996 o IBGE finalizou o projeto de reajustamento da rede geodésica brasileira, integrando no reajustamento de toda a rede continental.

(…) A rede planimétrica continental do SAD69 foi ajustada pela primeira vez na década de 60. Neste ajustamento, cadeias de triangulação de vários países tiveram seus dados homogeneizados, adotando-se o mesmo tratamento.

(…) Basicamente, as distorções existentes na rede clássica ocorreram devido a três principais causas (IBGE, 1997): fraca geometria das redes clássicas, ausência de um modelo geoidal preciso para a redução das observações geodésicas ao elipsóide e métodos de ajustamento aplicados.

Na década de 70 iniciou-se no Brasil o uso dos sistemas de posicionamento por satélites através do sistema TRANSIT. Foram realizadas observações Doppler em estações da rede geodésica de alta precisão com a finalidade de estimar parâmetros de transformação entre o SAD69 e o NSWC9Z2 (sistema associado às efemérides precisas do sistema TRANSIT) CASTAÑEDA (1986). Posteriormente foram estabelecidas estações na região amazônica onde não era possível a prática dos procedimentos clássicos. De uma forma bem abrangente, a realização do SGB, até o início da década de 90, foi obtida pelos procedimentos clássicos de triangulação e poligonação, tendo como observações básicas: direções horizontais, ângulos verticais, distâncias, coordenadas e azimutes astronômicos
OLIVEIRA (1998b), além de pontos estabelecidos com o sistema TRANSIT. Finalmente, em 1991 o IBGE adotou o GPS em seus trabalhos geodésicos (COSTA, 1999).

(…) Considerando os fatos abordados, aliados aos avanços tecnológicos, constatou-se a necessidade de um reajustamento da rede, desta vez de forma global, abrangendo todas as observações disponíveis até então. Como o SAD69 era o referencial oficialmente adotado no Brasil, neste reajustamento foram mantidos os mesmos parâmetros definidores e injunções iniciais do primeiro ajustamento. Sendo assim, deve-se manter a mesma denominação para o sistema de referência SAD69 na sua nova materialização após o reajustamento (IBGE, 2007).

(…) De acordo com OLIVEIRA (1998) oficialmente, as realizações do SAD69 não sofreram nenhuma diferenciação em termos de nomenclatura, permanecendo a nomenclatura SAD69. Mas na prática esta realização é conhecida por SAD69/96, relacionado ao ano de 1996 que foi terminado o ajustamento.

A exigência de um reajustamento da componente planimétrica da Rede Geodésica Brasileira – RGB já era evidenciada em 1985, fundamentada basicamente, pelas seguintes razões de acordo com OLIVEIRA (1998b):

a) deformações impostas à rede pela técnica de ajustamento utilizada, processamento em blocos e pela modelagem inerente ao conjunto de reduções aplicadas às observações integrantes da Rede Geodésica Brasileira – RGB;

b) recuperação dos trechos da RGB por motivos de destruição, inserindo tanto novos vértices quanto observações, proporcionando, desta forma, alterações na estrutura até então existente;

c) possibilidade de refinar a materialização do SGB, pela disponibilidade e
introdução de controle externo à rede, principalmente através do emprego de satélites
artificiais com fins de posicionamento.

Segundo COSTA (1996) citado por OLIVEIRA (1998b) em função do exposto, foi criado pelo IBGE, no ano de 1985, o projeto denominado de Projeto de Reajustamento da Rede Geodésica Planimétrica Brasileira – REPLAN, cujo término aconteceu no segundo semestre do ano de 1996. A quase totalidade das informações sobre a mais recente realização do SAD69 no Brasil.

Além das observações GPS referentes à rede clássica também participaram do reajustamento, formando uma estrutura de 4759 estações contra 1285 ajustadas quando da definição do SAD69. O reajustamento concluído em 1996 combinou duas estruturas estabelecidas independentemente por diferentes técnicas. Naquela época as estações GPS do Brasil somavam 187, sendo que a ligação entre elas foi feita por 49 estações da rede clássica rastreadas por satélites. A rede GPS (por ser uma estrutura com precisão superior) tem por função controlar a rede clássica. Algumas observações Doppler também foram incluídas no ajustamento com este objetivo IBGE (1997).

FERNANDES, Vivian de O.; NOGUEIRA, Ruth E. 2010. CONSEQÜÊNCIAS DA MUDANÇA DE DATUM NA REPRESENTAÇÃO CARTOGRÁFICA DIRECIONADA PARA AMBIENTE SIG. Portal de Cartografia. Londrina, v.3, n.1

As materializações do SAD-69

O SAD 69 possui 3 materializações conforme texto acima, são elas:

  • Datum Sul Americano 1969 (SAD 69).
  • Datum Sul Americano 1969, realização de 1996 (SAD 69 1996).
  • Datum Sul Americano 1969, apenas pontos determinados por técnicas
    Doppler ou GPS (SAD 69 Técnica Doppler ou GPS)

(As coordenadas das estações Doppler do SGB foram estabelecidas aplicando-se o método de posicionamento por ponto, ou seja, elas foram obtidas de forma completamente independente das redes clássicas e GPS (Fonte: MundoGeo)

A relação entre SAD 69 Técnica Doppler ou GPS e SIRGAS2000 ocorre através dos
parâmetros de transformação. Não existe necessidade de modelagem de distorções neste caso já que elas são homogêneas e diminutas. (Fonte: IBGE)

Durante a análise do SAD69, em suas duas realizações (a original e a de 1996), ficou claro que existem dois comportamentos distintos entre os pontos que compõem a rede clássica e os pontos que compõem a rede determinada por técnicas espaciais, Doppler e GPS. Decidiu-se deste modo tratar os pontos espaciais como uma rede própria. O usuário deve identificar a que rede os seus mapas e bancos de dados pertencem, e como eles foram determinados, já que o padrão de distorção destas 3 redes (SAD69 Rede Clássica, SAD69/96 Rede Clássica e SAD69 Técnica Doppler ou GPS) possuem um padrão de distorção bastante diferentes. O emprego inadequado levará a resultados errôneos. (Fonte: IBGE)

Migração dos referenciais Córrego Alegre, SAD 69 e WGS 84 para SIRGAS2000

Diferentes métodos podem ser aplicados na transformação de coordenadas entre dois referenciais geodésicos: através do uso de parâmetros de transformação entre os centros/eixos coordenados dos sistemas de referência tridimensionais envolvidos na transformação; ou através do uso de grades que modelam espacialmente as diferenças entre as coordenadas planimétricas, referidas aos dois sistemas, em regiões cobertas por estes referenciais. As grades de transformação dos sistemas geodésicos de natureza clássica para o SIRGAS2000 possibilitam a modelagem das distorções das materializações destes referenciais, obtendo-se um resultado final com melhor exatidão.

Na transformação entre os sistemas SAD 69 e SIRGAS2000, em regiões do país não contempladas pelas grades de transformação ou para transformar coordenadas obtidas originalmente a partir de estações da rede planimétrica brasileira determinadas por GPS ou DOPPLER, deve-se utilizar os parâmetros de transformação oficiais determinados pelo IBGE e publicados no ANEXO da Resolução RPR 01/2005. (Fonte: Nota técnica IBGE)

Sobre o ProdGrid

O ProGriD é uma aplicação desktop que roda no ambiente Microsoft Windows, desenvolvido de modo a permitir a transformação de coordenadas entre os sistemas de referência oficiais em uso no Brasil: Córrego Alegre, SAD 69 e SIRGAS2000. O ProGriD foi desenvolvido visando permitir a migração de bancos de dados e mapas de Córrego Alegre e SAD 69 para SIRGAS2000, em um esforço de prover a comunidade de usuários de dados geoespaciais de uma ferramenta que facilite na transição para o SIRGAS2000.

ftp://geoftp.ibge.gov.br/informacoes_sobre_posicionamento_geodesico/sirgas/aplicativos/transformacao_coordenadas/leia_me_primeiro.pdf

ftp://geoftp.ibge.gov.br/informacoes_sobre_posicionamento_geodesico/sirgas/aplicativos/transformacao_coordenadas/progrid_guia_do_usuario.pdf