Eliminando a Faixa Preta de Imagens de Satélite (LANDSAT, CBERS…)

As imagens de satélites, costumam a apresentar um background negro e quando sobrepostas encobrem a imagem daquela que ficar no plano de informação inferior.

Muitas vezes, para resolver este tipo de problema os usuários simplesmente vão até as propriedades da imagem e indicam que os pixels 0,0,0 devem ser mostrados como “no color“. Muitas vezes é uma solução sim, simples, rápida e prática. Entretanto, quando o background não tem diferenciação da área que de fato corresponde à imagem, acontece como na figura abaixo.

Neste caso, a solução então seria retirar a borda da imagem. Vou descrever o passo a passo no Arc Gis, buscando a solução mais simples, que entretanto não é a única.

  1. Crie um polígono com a área que está imageada, deixando totalmente de fora a área preta da borda. Não se esqueça de definir a projeção do arquivo.
  2. Abra o ARC TOOL BOX >> Spatial Analist Tools >> Extraction >> Extract by mask
  3. Selecione para o “input raster” a imagem que será recortada
  4. Selecione para o “input raster or feature mask data” o arquivo com a área que será usada para o recorte.
  5. No campo “output raster” indique a direção e o nome do arquivo de saída.
  6. Execute

E o resultado é este:

Outros softwares, como Spring e ENVI, também executam este procedimento, não com estes passos obviamente. No ENVI, por exemplo, há duas opções mais simples, uma seria o Region of Interest, mas o caminho é mais longo. Para ter um arquivo ROI (Region of Interest) o usuário deve transformar o shapefile da área no formato vector do envi (evf) e então criar um ROI. A segunda opção seria fazer o recorte espacial “spatial subset” diretamente do arquivo vetor.

Apesar de preferir softwares específicos para trabalhar com imagens, esta função se mostrou mais prática e sem déficit de qualidade no GIS.

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Reprojetar Dados (WSG-84, SIRGAS, SAD-69…) com projeções customizadas.

Datum é um problema para muita gente, em especial para aqueles que estão començando. Então, primeiro vamos entender rapidamente alguns conceitos antes de dar partida no GIS.

Datum:

Refere-se ao Sistema de Referência no qual os dados estão baseados a partir de onde são calculadas as altitudes e coordenadas geográficas. Os sistemas de referência são utilizados para descrever as posições de objetos, que por sua vez estão associados a uma superfície (elipsóide de referência) que mais se aproxima da forma da terra, e sobre a qual são desenvolvimentos todos os cálculos das suas coordenadas.

Elipsóide de Referência:

O Elipsóide de Referência é um modelo matemático que representa o Geóide.

É uma figura geométrica tridimensional, de representação matemática simples, formada pela revolução de uma elipse em torno do eixo menor. O elipsóide é usado como base para os cálculos da rede geodésica e definição das coordenadas de pontos tais como latitude, longitude e elevação. Quando um elipsóide de referência é fixado num determinado ponto do geóide define-se um datum geodésico. Esse ponto, designado ponto de fixação, é o ponto de uma rede geodésica que estabelece as relações entre o geóide e o elipsóide de referência, e entre as coordenadas astronômicas e as coordenadas geodésicas. Nos data locais o ponto de fixação é escolhido de forma a minimizar as distâncias entre o geóide e o elipsóide de referência. O elipsóide de Hayford e o WGS84 (World Geodetic System 1984) são as superfícies de referência geodésicas atualmente mais utilizadas nos data geodésicos globais.

Geóide:

O Geóide é a forma aproximada da Terra, trata-se de um modelo físico da forma da terra. O geóide é uma superfície equipotencial e que, em média, coincide com o valor médio do nível médio das águas do mar. A superfície do geóide é mais irregular do que o elipsóide de revolução usado habitualmente para aproximar a forma do planeta, mas consideravelmente mais suave do que a própria superfície física terrestre. A superfície física terrestre varia entre os + 8,850m (Monte Everest) e − 11,000m (Fossa das Marianas), o geóide varia apenas cerca de ±100 m além da superfície do elipsóide de referência. Vale ressaltar que um receptor de GPS pode mostrar as variações de altitude de um elipsóide (cujo centro coincide com o centro de massa terrestre), mas não a altitude ortométrica, relativa ao geóide.

Agora que algumas coisas básicas já foram pontuadas, vamos ao problema do Datum.

Se eu recebo um dado em wgs-84 e estou trabalhando em sad-69, preciso reprojetá-lo? A resposta correta é não, visto que o ArcGis em suas versões mais recentes reprojeta no dataview, mas não reprojeta o dado. Por isso, eu prefiro uma resposta mais prudente. Você não precisa reprojetar se usa o ArcGis ou outro software que faça essa adequação, mas meu conselho é que faça a reprojeção para evitar quaisquer problemas no futuro, em exportações de arquivos por exemplo.

Então, se você é prudente e quer reprojetar, como deve fazer? Que equação escolher?

A resposta está no link da ESRI, que traz uma enorme tabela com as especificações de cada uma das “transformações” disponíveis.

http://downloads.esri.com/support/techArticles/PE9xtrans.zip

Se você pretende mudar de SAD-69 para SIRGAS 2000 ou vice versa, recorra ao documento do IBGE disponível no link:

ftp://geoftp.ibge.gov.br/documentos/geodesia/pmrg/legislacao/RPR_01_25fev2005.pdf

Este documento traz os parâmetros de transformação necessários para a reprojeção, a partir dele crie uma projeção customizada (este método também pode ser utilizado para transformações sad-69 para wgs-84 e vice-versa, caso não queira utilizar a transformação disponível).

Vá ao ArctoolBox >>Data Management Tools>>Projections and Transformations>>Create a Custom Greographic Transformation.

1) Em “Geographic Transformation Name” digite o nome da transformação. Sugiro que insira os nomes das projeções que sarão transformadas, para facilitar a busca quando necessário.

2)Clique para selecionar o sistema de coordenadas de entrada que queremos converter.

3) Clique em para selecionar o sistema de coordenadas de saída na qual queremos transformar.

4) Selecione o método de transformação.

5) Em parâmetros, insira os dados disponíveis no documento do IBGE. Observando sempre a ordem do INPUT e do OUTPUT para que os sinais de “+” e “-” acompanhem adequadamente.

6) Clique em OK e está concluído

Breve relação de parâmetros para transformação:

  SAD69     WGS84 CÓRREGO   SIRGAS
Translação X -66,87 m +138,70 m -67,348 m
Translação Y +4,37 m -164,40 m +3,879 m
Translação Z -38,52 m -34,40 m -38,223 m
  SIRGAS     WGS84 CÓRREGO   SAD69
Translação X +0,478 m +206,048 m +67,348 m
Translação Y +0,491 m -168,279 m -3,879 m
Translação Z -0,297 m +3,823 m +38,223 m
CÓRREGO   WGS84   SIRGAS   SAD69
Translação X -205,57 m -206,048 m -138,70 m
Translação Y +168,77 m +168,279 m +164,40 m
Translação Z -4,12 m -3,823 m +34,40 m
  WGS84     SIRGAS CÓRREGO   SAD69
Translação X -0,478 m +205,57 m +66,87 m
Translação Y -0,491 m -168,77 m -4,37 m
Translação Z +0,297 m -72,623 m +38,52 m

Como fazer o excel reconhecer as colunas de um arquivo txt?

Receber dados nem sempre é tarefa simples, tão menos organizá-los para executar uma operação. Muitas vezes nos deparamos com infinitas linhas dispostas num arquivo .txt . Cada linha dessas representa um elemento e as coordenadas dele estão ali, mas como plotar esses dados no GIS?

Se você marcar todo o texto, copiar e colar no excel, todas as informações ficarão dispostas na mesma coluna. Isso é um problema, mas não é complicado de resolver.

Bem, Latitude, Longitude, Altitude e outros atributos devem estar organizados através de separadores como “;” “,” “espaço” ou qualquer outro, portanto você deve observar como está organizado o seu arquivo.

Para a versão 2007 do Excel, os passos para fazer o excel reconhecer as colunas são:

Dados>>Obter dados Externos>>De texto>> Selecione o arquivo>>Importar>> Deixe a opção “Delimitador” marcada>> Selecione o delimitador e o problema estará resolvido.

Esse é um pequeno problema, mas é chatinho e vai acontecer muito ainda!

Até a próxima!

Baixei os dados atualizados do IBGE e não consigo mais definir a projeção.

Começo dizendo: foi um grande susto. Eu tinha toda a base BCIMD que estava no FTP, baixei carta por carta quando olhei as informações de atualização e para piorar resolvi substituir tudo que eu tinha. Caro amigo, não confie no IBGE se você tem prazos.

Olhem o que me aconteceu:

Aparentemente tudo ok...

O que nos falta agora? Definir a projeção… então vem a surpresa:

Houston, we have a problem...

E agora? Você acabou de deletar os dados anteriores, parabéns! #NOT

A solução que eu encontrei para isso foi mais simples que cozinhar ovo. Exportei o arquivo com outro nome e defini a projeção nele.  Só que até chegar a essa conclusão eu demorei muito mais tempo que o ovo demorou para cozinhar…

Vamos pensar positivamente. Ao impedir o software de criar um arquivo de projeção (por alguma razão que eu desconheço) o IBGE nos ensina a sempre manter o arquivo original intocável. É óbvio que isso só se aplica ao usuários que verificam as informações cartográficas antes de começar a trabalhar… para aqueles que já começam editando tudo o susto vai ser maior no final.

Como encontrar a nomenclatura de uma carta para o trabalho?

A maneira mais simples de fazer isso é entrar no link: http://www.cdbrasil.cnpm.embrapa.br/

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