GEOPARQUES DO BRASIL (Propostas)

“O Projeto Geoparques do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), criado em 2006, representa importante papel indutor na criação de geoparques no Brasil. Esse projeto tem como premissa básica a identificação, levantamento, descrição, diagnóstico e ampla divulgação de áreas com potencial para  futuros geoparques, incluindo o inventário e quantificação de geossítios, que representam parte do  patrimônio geológico do país.

O Brasil tem grande potencial para a criação de geoparques por sua enorme extensão territorial com uma rica geodiversidade, aliado à presença de sítios não geológicos de importância ecológica, arqueológica, histórica ou cultural. Diversas propostas já foram avaliadas, outras encontram-se em avaliação e outras ainda serão avaliadas em trabalhos futuros.”  Geoparques do Brasil : propostas / organizadores Carlos Schobbenhaus [e] Cássio Roberto da Silva. – Rio de Janeiro: CPRM, 2012.

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Relação de propostas do Projeto Geoparques avaliadas, em avaliação e programadas.

1 Cachoeiras do Amazonas – AM – Categoria: Estratigráfico, Espeleológico, Arqueológico

2 Morro do Chapéu – BA  – Categoria: Estratigráfico, Geomorfológico, Histórico

3 Pireneus – GO  – Categoria: Estratigráfico, Tectônico, Geomorfológico, Histórico-cultural

4 Astroblema Araguainha-Ponte Branca – GO/MT  – Categoria: Astroblema (estrutura de impacto de meteorito)

5 Quadrilátero Ferrífero – MG  – Categoria: Estratigráfico, Paleoambiental, História da Mineração, Geomorfológico, Metalogenético

6 Bodoquena-Pantanal – MS  – Categoria: Espeleológico, Paleoambiental, Geomorfológico, PAleontológico, Metalogenético

7 Chapada dos Guimarães MT  – Categoria: Geomorfológico, Paleontológico, Espeleológico, Beleza Cênica

8 Fernando de Noronha – PE – Categoria: Ígneo, Beleza Cênica

9 Seridó – RN  – Categoria: Estratigráfico, Ígneo, Geomorfológico, Metalogenético, Histórico-cultural

10 Quarta Colônia – RS – Categoria: Paleontológico (tetrápodes), Estratigráfico

11 Caminhos dos Cânions do Sul – RS/SC  – Categoria: Beleza Cênica, Geomorfológico, Ígneo, Estratigráfico

12 Serra da Capivara – PI  – Categoria: Estratigráfico, Arqueológico

13 Catimbau-Pedra Furada – PE  – Categoria: Estratigráfico, Paleoambiental, Geomorfológico, Ígneo, Arqueológico

14 Sete Cidades-Pedro II – PI  – Categoria: Geomorfológico, Paleoambiental, Mineralógico, Beleza Cênica

15 Alto Vale do Ribeira – SP/PR  – Categoria: Espeleológico, Paleoambiental

16 Chapada Diamantina – BA  – Categoria: Geomorfológico, Paleoambiental, Beleza Cênica, Histórico-cultural

17 Uberaba, Terra dos Dinossauros do Brasil – MG – Categoria: Paleontológico

18 Litoral Sul de Pernambuco – PE – Categoria: Ígneo, Estratigráfico, Beleza Cênica, Histórico-Cultural

19 Rio de Contas – BA  – Categoria: Estratigráfico, Geomorfológico, Histórico

20 Monte Alegre – PA – Categoria: Estratigráfico, Geomorfológico, Tectônico, Arqueológico

21 Alto Alegre dos Parecís – RO  – Categoria: Estratigráfico, Geomorfológico, Beleza Cênica

22 Serra da Canastra – MG  – Categoria:  BelezaCênica, Geomorfológico

23 Chapada dos Veadeiros – GO – Categoria: Geomorfológico, Estratigráfico, Beleza Cênica

24 Canudos – BA  – Categoria: Petrológico, Estratigráfico, Ígneo, Geomorfológico, Metalogenético, Histórico-cultural

25 Cânion do São Francisco – SE/AL – Categoria: Geomorfológico, Beleza Cênica

26 Rio do Peixe – PB  – Categoria: Paleontológico (Icnofaunas dinossaurianas,etc), Estratigráfico

27 Vale Monumental – CE  – Categoria: Geomorfológico, Ígneo, Beleza Cênica

28 Tepuis – RR  – Categoria: Geomorfológico, Estratigráfico, Paleoambiental, Beleza Cênica

Unidades de Conservação Costeiras e Marinhas

A Zona Costeira do Brasil é uma unidade territorial que se estende, na sua porção terrestre, por mais de 8.500 km, abrangendo 17 estados e mais de quatrocentos municípios, distribuídos do Norte equatorial ao Sul temperado do país. Inclui ainda a faixa marítima formada por mar territorial, com largura de 12 milhas náuticas a partir da linha da costa . Possuímos uma das maiores faixas costeiras do mundo, entre a foz do rio Oiapoque, no Amapá e Chuí, no Rio Grande do Sul. A Zona Marinha tem início na região costeira e compreende a plataforma continental marinha e a Zona Econômica Exclusiva – ZEE que, no caso brasileiro, alonga-se até 200 milhas da costa.

Diversas iniciativas para a constituição de Mosaicos de Unidades de Conservação Costeiras e Marinhas estão em andamento, em diferentes fases de planejamento e implementação, e a Gerência de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros (GBA) atua no sentido de apoiar e articular a execução das atividades relacionadas a estas iniciativas, com vistas também a disseminar o conceito do uso de unidades de conservação como instrumento de gestão pesqueira. Dentre elas, destaca-se o primeiro mosaico costeiro e marinho reconhecido formalmente pela Portaria MMA no 150, de 08/05/2006, no incluindo 33 Unidades de Conservação de mata atlântica e zona costeira e marinha localizados no litoral norte do Paraná e sul de São Paulo. Existem ainda os casos das unidades de conservação do extremo sul da Bahia e do Rio de Janeiro e de Santa Catarina.

Para tanto, durante a elaboração do Plano Nacional de Áreas Protegidas, foi criado um sub-grupo, coordenado pela GBA, para elaborar as ações específicas para a  zona costeira e marinha incluindo-se o uso das unidades de conservação na gestão pesqueira. Tais diretrizes, objetivos e ações foram incorporadas no PNAP instituído pelo Decreto Nº. 5.758 de 13.04.2006.

Plano Estratégico Nacional de Áreas Protegidas (PNAP), instituído pelo decreto nº5.758, de 13 de Abril de 2006 está disponível no link: http://www.mma.gov.br/estruturas/205/_arquivos/planonacionaareasprotegidas_205.pdf

Das mais de 5000 áreas protegidas do mundo, apenas 1.300 incluem componentes marinhos e costeiros, correspondendo a menos de 1% dos oceanos. Esse desequilíbrio acontece devido a diversos fatores como: dificuldades de acesso ao ambiente marinho, noção de que o ambiente marinho é uma propriedade comum a todos, sendo disponível para exploração e a idéia de que seus recursos são infinitos.

Por outro lado, é crescente a disseminação dos conceitos de que as áreas protegidas marinhas são essenciais para conservar a biodiversidade dos oceanos, aliando-se, desde a década de 90, a idéia de que também servem para manter a produtividade, especialmente dos estoques de pesqueiros. Diversos cientistas apontam que o estabelecimento de reservas marinhas pode ajudar na recuperação de estoques colapsados ou considerados ameaçados, servindo como berçários e fonte de exportação de indivíduos maduros para as áreas adjacentes.

O livro número 4 da Série Áreas Protegidas, lançado em abril de 2007 no COLACMAR, reúne experiência Brasileiras na utilização de áreas marinhas protegidas como ferramenta para a gestão pesqueira. O material está disponível no link:

http://www.mma.gov.br/estruturas/sbf/_arquivos/livro_areas_aquat_final.pdf

Fonte: MMA/ Secretaria de Biodiversidade e Florestas

Biodiversidade do Médio Madeira

Biodiversidade do Médio Madeira Bases Científicas para Propostas de Conservação:
2007. 244 p. Organizadores: Lúcia Rapp Py-Daniel, Cláudia Pereira de Deus, Augusto Loureiro Henriques, Daniel Mansur Pimpão e Ordilene Marinho Ribeiro.

Este livro é resultado da iniciativa do Ministério do Meio Ambiente em suprir as lacunas de conhecimento e estabelecer os fundamentos para o planejamento da conservação da biodiversidade no Brasil por meio do fomento de estudos sobre biodiversidade em biomas brasileiros e traz o resultado de inventários de biodiversidade na região do médio rio Madeira, AM.

Download:

Fonte: PortalBIO/MMA

Planejamento Sistemático da Conservação

Historicamente, a criação de unidades de conservação no Brasil em sua maioria segue uma lógica não fundamentada em aspectos técnico-científicos, em função de questões de conflitos pelo território que acabam sobrepujando quase toda e qualquer justificativa técnica. Embora tais questões sociopolíticas sejam consideradas indissociáveis do processo de criação, para que um sistema de UCs cumpra efetivamente o objetivo de conservar a biodiversidade, no sentido amplo, conceitos e princípios da biologia da conservação devem orientar o estabelecimento de uma rede ideal de áreas protegidas.

Está disponível a apostila de Planejamento Sistemático da Conservação foi elaborada pela Coordenação de Zoneamento Ambiental do IBAMA, e é fruto da compilação de uma série de outros impressos: manuais, apostilas, cursos rápidos, tutoriais e apresentações. Esta apostila foi elaborada para facilitar a vida do usuário desta metodologia, sendo uma primeira aproximação, esperamos melhorar e atualizar seu conteúdo para as próximas versões.

O documento em formato PDF está disponível em http://www.ibama.gov.br/zoneamento-ambiental/wp-content/files/Planejamento_Sistematico_da_conservacao-6.pdf

Manejo e conservação do solo e da água no contexto das mudanças ambientais.

A EMBRAPA disponibiliza para download o livro: Manejo e conservação do solo e da água no contexto das mudanças ambientais. Sustentabilidade na agricultura, 2010. Prado, R. B.

“o livro foi resultante da décima sétima edição da reunião Brasileira de Manejo e Conservação do Solo e da água que ocorreu no Rio de Janeiro em 2008, que teve como tema Manejo e conservação do solo e da água no contexto das mudanças ambientais. O mesmo é composto por vinte e sete capítulos, organizados em cinco grandes abordagens: manejo e conservação do solo e da água e das mudanças ambientais, expansão da agricultura brasileira e relações com as mudanças ambientais, novos cenários com a expansão da agroenergia, manejo e conservação do solo e da água no contexto dos serviços ambientais, difusão do conhecimento e envolvimento da sociedade em manejo e conservação do solo e da água. Apresenta o estado da arte e os desafios relacionados aos temas abordados, no intuito de contribuir para o manejo sustentável do solo e da água na agricultura brasileira e transferir à sociedade conhecimento e tecnologia capazes de suprir as demandas advindas das mudanças climáticas e ambientais.”

Link para download: http://www.cnps.embrapa.br/solosbr/pdfs/livro_2010_manejo_cons_solo_agua.pdf

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