Megacidades, Vulnerabilidades e Mudanças Climáticas: Região Metropolitana do Rio de Janeiro

“O projeto “Megacidades, Vulnerabilidades e Mudanças Climáticas”, concebido e coordenado pelo INPE e pela Unicamp/NEPO, com o apoio da Embaixada Britânica no Brasil, criou a oportunidade de atualizar e ampliar os estudos sobre os impactos das mudanças climáticas na cidade do Rio de Janeiro. O leitor do presente relatório terá a oportunidade de analisar as conclusões e recomendações vinculadas a cada “Leitura Temática”. Tanto os textos como suas indicações tendem a dialogar entre eles já que foram assim concebidos; como visões que se complementam, ainda que não esgotem a temática do Projeto.

Blocos e Leituras Temáticas:

CONTEXTO METROPOLITANO
Tendências de uso e ocupação do território e a gestão metropolitana face às mudanças climáticas – Cláudio A.G. Egler e Paulo P. de Gusmão (IGEO/UFRJ)

IMPACTOS SOBRE O MEIO FÍSICO

Clima e mudanças climáticas na Cidade do Rio de Janeiro – Claudine P. Dereczynski (IGEO/UFRJ), José Marengo (INPE), Maria Gertrudes A. Justi da Silva (IGEO/UFRJ) e Isimar de Azevedo Santos (IGEO/UFRJ)

A orla costeira da Região Metropolitana do Rio de Janeiro: impactos das mudanças climáticas sobre o meio físico – Dieter Muehe (IGEO/UFRJ) e Paulo Cesar C. Rosman (COPPE/UFRJ)

Elevação do nível do mar e redefinição da linha de costa na Região Metropolitana do Rio de Janeiro – Luiz Roberto Arueira da Silva e Felipe Cerbella Mandarino (IPP/PMRJ)

VULNERABILIDADES SÓCIO‐ECONÔMICAS
Vulnerabilidades da infraestrutura de drenagem urbana e os efeitos das mudanças climáticas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro – Marcelo Gomes Miguez, José Paulo Soares de Azevedo e Lázaro Costa Fernandes (Escola Politécnica/UFRJ)

O saneamento ambiental frente aos cenários das mudanças climáticas: a aplicação do estado do conhecimento sobre a realidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro – Isaac Volschan Jr. (Escola Politécnica/UFRJ)

Resíduos sólidos urbanos: considerações sobre a situação da Região Metropolitana do Rio de Janeiro face às mudanças climáticas – José Henrique Penido Monteiro (Comlurb/PCRJ)

Vulnerabilidades em matéria de saúde pública na Região Metropolitana do Rio de Janeiro na perspectiva das mudanças climáticas – Ulisses E.C. Confalonieri, Diana P. Marinho e Martha Barata (FIOCRUZ)

VULNERABILIDADES DOS SISTEMAS NATURAIS

Biodiversidade e Unidades de Conservação na Região Metropolitana do Rio de Janeiro: apreciação geral das vulnerabilidades face às mudanças climáticas ‐ Giovaninni Luigi (COPPE/UFRJ)

Vulnerabilidade dos manguezais da Região Metropolitana do Rio de Janeiro face às mudanças climáticas – Mário Luiz Gomes Soares, Paula Maria Moura de Almeida, Viviane Fernandez Cavalcanti, Gustavo Calderucio Duque Estrada e Daniel Medina Corrêa Santos (NEMA/UERJ)

Vulnerabilidades das lagoas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro às mudanças climáticas – Alex Enrich‐Prast e Luiz Fernando Jardim Bento (IB/UFRJ)

Monitoramento dos problemas de encosta na Cidade do Rio de Janeiro frente às mudanças climáticas em curso e futuras – Andre Avelar, Ana Luiza Coelho Neto (IGEO/UFRJ) e Ricardo D’Orsi (GeoRio/PCRJ)

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Sobre estes anúncios

PROBIO – 10 anos

O PROBIO – Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira – é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente – MMA em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, e tem como objetivo geral auxiliar o governo do Brasil no desenvolvimento do Programa Nacional de Biodiversidade.

A enorme diversidade biológica do Brasil se encontra espalhada em inúmeros ecossistemas no território brasileiro, cada um com sua composição única de fauna e flora. Estes variados ecossistemas, por sua vez, podem ser agrupados em entidades geográficas maiores chamadas BIOMAS, definidos como um conjunto amplo de ecossistemas, de dimensões subcontinentais, adaptado às condições particulares em que se encontram, e caracterizado por fitofisionomias próprias.

O bioma foi utilizado como macro nível de análise e permitiu perceber os relacionamentos ecológicos em grande escala . O Probio trabalha com seis biomas terrestres: a Floresta Amazônica, o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga, a Mata Atlântica e o Pampa − e com a Região Costeira e a Região Marinha, que são constituídas de vários biomas diferenciados. Os relatórios abaixo disponíveis tratam temas como Biomas, Unidades de Conservação, Ecossistemas, Espécies, Agrobiodiversidade e Questões Sócioculturais.

A seguir estão os links para as publicações disponíveis

PROBIO – Dez Anos de Atuação

Quarto Relatório Nacional para a Convenção Sobre a Diversidade Biológica

Relatório de Atividades PROBIO 2002-2004

Relatório de Atividades PROBIO 1996-2002

Fonte: MMA

Unidades de Conservação Costeiras e Marinhas

A Zona Costeira do Brasil é uma unidade territorial que se estende, na sua porção terrestre, por mais de 8.500 km, abrangendo 17 estados e mais de quatrocentos municípios, distribuídos do Norte equatorial ao Sul temperado do país. Inclui ainda a faixa marítima formada por mar territorial, com largura de 12 milhas náuticas a partir da linha da costa . Possuímos uma das maiores faixas costeiras do mundo, entre a foz do rio Oiapoque, no Amapá e Chuí, no Rio Grande do Sul. A Zona Marinha tem início na região costeira e compreende a plataforma continental marinha e a Zona Econômica Exclusiva – ZEE que, no caso brasileiro, alonga-se até 200 milhas da costa.

Diversas iniciativas para a constituição de Mosaicos de Unidades de Conservação Costeiras e Marinhas estão em andamento, em diferentes fases de planejamento e implementação, e a Gerência de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros (GBA) atua no sentido de apoiar e articular a execução das atividades relacionadas a estas iniciativas, com vistas também a disseminar o conceito do uso de unidades de conservação como instrumento de gestão pesqueira. Dentre elas, destaca-se o primeiro mosaico costeiro e marinho reconhecido formalmente pela Portaria MMA no 150, de 08/05/2006, no incluindo 33 Unidades de Conservação de mata atlântica e zona costeira e marinha localizados no litoral norte do Paraná e sul de São Paulo. Existem ainda os casos das unidades de conservação do extremo sul da Bahia e do Rio de Janeiro e de Santa Catarina.

Para tanto, durante a elaboração do Plano Nacional de Áreas Protegidas, foi criado um sub-grupo, coordenado pela GBA, para elaborar as ações específicas para a  zona costeira e marinha incluindo-se o uso das unidades de conservação na gestão pesqueira. Tais diretrizes, objetivos e ações foram incorporadas no PNAP instituído pelo Decreto Nº. 5.758 de 13.04.2006.

Plano Estratégico Nacional de Áreas Protegidas (PNAP), instituído pelo decreto nº5.758, de 13 de Abril de 2006 está disponível no link: http://www.mma.gov.br/estruturas/205/_arquivos/planonacionaareasprotegidas_205.pdf

Das mais de 5000 áreas protegidas do mundo, apenas 1.300 incluem componentes marinhos e costeiros, correspondendo a menos de 1% dos oceanos. Esse desequilíbrio acontece devido a diversos fatores como: dificuldades de acesso ao ambiente marinho, noção de que o ambiente marinho é uma propriedade comum a todos, sendo disponível para exploração e a idéia de que seus recursos são infinitos.

Por outro lado, é crescente a disseminação dos conceitos de que as áreas protegidas marinhas são essenciais para conservar a biodiversidade dos oceanos, aliando-se, desde a década de 90, a idéia de que também servem para manter a produtividade, especialmente dos estoques de pesqueiros. Diversos cientistas apontam que o estabelecimento de reservas marinhas pode ajudar na recuperação de estoques colapsados ou considerados ameaçados, servindo como berçários e fonte de exportação de indivíduos maduros para as áreas adjacentes.

O livro número 4 da Série Áreas Protegidas, lançado em abril de 2007 no COLACMAR, reúne experiência Brasileiras na utilização de áreas marinhas protegidas como ferramenta para a gestão pesqueira. O material está disponível no link:

http://www.mma.gov.br/estruturas/sbf/_arquivos/livro_areas_aquat_final.pdf

Fonte: MMA/ Secretaria de Biodiversidade e Florestas

Biodiversidade Marinha da Baia da Ilha Grande

Biodiversidade Marinha da Baia da Ilha Grande
2007. 416 p. Organizadores: Joel C. Creed, Débora O. Pires e Márcia A. de O. Figueiredo.

Este livro traz os resultados do subprojeto apoiado pelo MMA (PROBIO) e veio contribuir para o aumento do conhecimento da biota da baía da Ilha Grande – RJ, estudo este considerado de extrema prioridade para a conservação, utilização sustentável e repartição de benefícios da biodiversidade da região.

Download:

Fonte: PORTALBio/MMA

Mudanças Climáticas Globais e seus Efeitos sobre a Biodiversidade

Mudanças Climáticas Globais e seus Efeitos sobre a Biodiversidade – 2ª Edição.
2007. 212 p. Autor: José A. Marengo.

Este livro apresenta uma revisão atualizada dos estudos sobre alterações climáticas no século XX e projeções do clima futuro no século XXI considerando os impactos na biodiversidade e no meio ambiente do continente sul-americano, com particular ênfase no território brasileiro e seus ecossistemas.

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