Greenstone Belt de Mundo Novo: caracterização e implicações metalogenéticas e geotectônicas no Cráton de São Francisco

A CBPM – Companhia Baiana de Pesquisa Mineral – é a empresa de pesquisa e desenvolvimento do Estado da Bahia, indutora destes processos no setor mineral do estado. Sua atuação é centrada na ampliação e aprimoramento do conhecimento geológico do território baiano, na identificação e pesquisa de seus recursos minerais. A CBPM disponibiliza a  Série Arquivos Abertos, que oferece

Greenstone Belt de Mundo Novo: caracterização e implicações metalogenéticas e geotectônicas no Cráton de São Francisco, 1994. Salvador – Juracy de Freitas Mascarenhas; Ernesto Fernando Alves da Silva

RESUMO

“A recente descoberta, na região entre Ruy Barbosa e Piritiba, de uma seqüência de basaltos, andesitos, dacitos com textura variolítica, riodacitos, rochas piroclásticas, grauvacas gradadas e produtos exalativos como cherts e formações ferríferas bandadas do tipo Algoma, em associação com sedimentos finos, metamorfizada na fácies xisto verde, permitiu a identificação do Greenstone Belt de Mundo Novo, talvez a mais completa estrutura desse tipo conhecida no Estado da Bahia. Essa estrutura se estende até a região de Juazeiro, ao norte do Estado, subjacente e bordejando o flanco oriental da serra de Jacobina.

Constituem parte integrante desse conjunto vulcanossedimentar os denominados Grupo Jacobina Inferior, Complexo Itapicuru (em parte), Complexo Saúde, Complexo Brejo dos Paulos e seus prolongamentos para norte, caracterizados como constituintes do flanco oriental do Sinclinório de Curaçá.  Admite-se também que as fatias tectônicas de rochas ultramáficas presentes nas formações Serra do Córrego, Rio do Ouro e Cruz das Almas, bem como na Unidade Serra da Paciência, todas do Grupo Jacobina, constituem parte do Grupo Ultramáfico do greenstone belt. Além do mais, considera-se que as importantes mineralizações auríferas relacionadas ao Grupo Jacobina tiveram sua origem nesse greenstone belt. O significado geotectônico dessa descoberta é de alta relevância para a compreensão do modelo de evolução desse segmento do Cráton do São Francisco, pois permite estabelecer claramente o posicionamento relativo, no tempo, das diversas unidades inter-relacionadas, e abre formidável perspectiva para a prospecção de mineralizações auríferas e de metais-base na região.

Nesse contexto, advoga-se que, sobre um embasamento de crosta continental, em parte submetido a metamorfismo da fácies granulito e intensamente erodido, instalou-se o Greenstone Belt de Mundo Novo, que também, após intensa erosão, veio a ser o local onde se implantou o rift cujos elementos representativos constituem o Grupo Jacobina. O processo erosivo pós-greenstone belt, assim como eventos metamórficos e de intenso hidrotermalismo, foi responsável pelas mineralizações auríferas atualmente conhecidas na região.”

1. INTRODUÇÃO
2. CONCEITOS HISTÓRICOS
3. O GREENSTONE BELT DE MUNDO NOVO
3.1 PRINCIPAIS SEÇÕES-TIPO NA REGIÃO RUY BARBOSA-MUNDO NOVO-PIRITIBA
3.1.1 Estrada Ruy Barbosa-Macajuba, a partir de seis quilômetros de Ruy Barbosa
3.1.2 Estrada Mundo Novo-Morro do Chapéu, imediações da Fazenda Coqueiro
3.1.3 Estrada Mundo Novo-Piritiba, proximidades de Mundo Novo
3.1.4 Estradas Piritiba-Areia Branca e Piritiba-Lagoa da Onça; Região de Novilha Morta
3.2 OUTRAS EVIDÊNCIAS REGIONAIS DE VULCANISMO
3.3 ÁREA DE OCORRÊNCIA DO GREENSTONE BELT DE MUNDO NOVO
3.4 RELAÇÕES REGIONAIS DE CONTATO
4. O GREENSTONE BELT, O COMPLEXO METAMÓRFICO-MIGMATÍTICO E O COMPLEXO IPIRÁ: DISCUSSÃO
5. A IDADE DO GREENSTONE BELT DE MUNDO NOVO
6. AS MINERALIZAÇÕES AURÍFERAS DE JACOBINA, AS CONCENTRAÇÕES SULFETADAS DE MUNDO NOVO E O
GREENSTONE BELT
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
8. REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS

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Biblioteca de Mapas, Cartas, Arquivos Vetoriais – IBGE

“Criada a partir da fusão das Bibliotecas do Instituto Brasileiro de Estatística e Instituto Brasileiro de Geografia, a Biblioteca do IBGE possui um acervo com cerca de 50 mil monografias, 1150 títulos de periódicos, 20 mil mapas e cartas, 30 mil documentos sobre divisão territorial do Brasil, 80 mil fotos, entre outros” (Fonte: IBGE)

Através de um mecanismo de busca simplificado podem ser encontradas cartas em PDF, TIF e DGN. Bem como fotos históricas, documentos sobre formação territorial de Estados, Municípios e Localidades, além de publicações técnicas.

Lagoa Rodrigo de Freitas (s.d.) – (IBGE)

Favelas na margem da Avenida Brasil, Rio de Janeiro – 1958 (IBGE)

Link de acesso principal: http://biblioteca.ibge.gov.br/

Cursos de Geotecnologias no Labgis a partir de Junho de 2012

Palestra sobre Sensoriamento Remoto e PDI na UERJ, 17/05/2012

Geologia do Estado do Mato Grosso

O CPRM disponibiliza para download o livro Geologia e Recursos Minerais do Estado do Mato Grosso. Este livro é produto do Programa de Integração, Atualização e Difusão de dados da Geologia do Brasil, através do subprograma Mapas Geológicos Estaduais em escala 1:1.000.000.

“A compartimentação e caracterização dos principais domínios e/ou províncias geotectônicas do Estado de Mato Grosso tem dois objetivos. O primeiro é o de reconstituição da evolução geológica no tempo e no espaço dos ambientes tectônicos, paleogeográficos além dos processos envolvidos na formação da crosta continental. O segundo objetivo é avaliar a utilidade dessa divisão de domínios/províncias com relação às concentrações minerais ou como os processos metalogenéticos se relacionam com a evolução desses segmentos crustais. Isso contribui para a formulação de modelos genéticos de geração de depósitos minerais, auxiliando na definição/delimitação de distritos e províncias metálicas e não-metálicas, tema relevante para o êxito da prospecção e pesquisa mineral.”

Citação: LACERDA FILHO, Joffre Valmório de, Geologia e Recursos Minerais do Estado de Mato Grosso. Org. Joffre Valmório de Lacerda Filho, Waldemar Abreu Filho, Cidney Rodrigues Valente, Cipriano Cavalcante de Oliveira e Mário Cavalcanti Albuquerque. Esc. 1:1.000.000. Goiânia: CPRM, 2004. (Convênio CPRM/SICME). 200p. il.;

Link para Download: http://www.cprm.gov.br/publique/media/rel_mato_grosso.pdf